Motorista diz que viu "vulto" e perdeu controle do ônibus que tombou e deixou 11 mortos
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) durante coletiva de imprensa da Polícia Civil, quando o delegado relatou que esse motorista tem 58 anos e 30 de profissão

O motorista do ônibus que tombou e resultou na morte de 11 pessoas na MG-223, em Araguari, no Triângulo Mineiro, na madrugada da última terça-feira (08), alegou ter visto um "vulto" antes de perder o controle do veículo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) durante coletiva de imprensa da Polícia Civil.
De acordo com o delegado regional de Araguari, Luciano Alves dos Santos, a instituição ainda não fornecerá detalhes sobre a causa do acidente, que será divulgada somente após a conclusão do inquérito.
"O que ele (motorista) disse foi que viu um reflexo, um vulto, e perdeu o controle do ônibus. Freou e perdeu o controle. Ele tem 58 anos e é motorista há mais de 30", detalhou o policial.
Ainda segundo o delegado, o condutor do veículo trabalhava há 4 anos na empresa proprietária do ônibus e fazia essa rota semanalmente, conhecendo bem o trajeto.
"O motorista disse que nunca se envolveu em acidente grave até então", completou Santos. "A Polícia Civil já produziu muita prova, testemunhal, pericial e outras provas objetivas. Mas só vamos dar detalhes após a conclusão das investigações, pois ainda estamos em busca de mais provas", concluiu.
O Corpo de Bombeiros, que inicialmente atendeu à ocorrência, informou que o ônibus saiu de Anápolis, passou por Goiânia, onde a maioria dos passageiros embarcou, e tinha como destino a Ribeirão Preto (SP) transportando 53 passageiros, além do motorista.
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O acidente teria ocorrido próximo ao trevo de Queixinho, por volta das 3h40. Informações preliminares indicam que o motorista perdeu o controle da direção do veículo, atravessou o canteiro central que liga as rodovias MG-423 e MG-413 e capotou na alça de acesso.
O perito da Polícia Civil, Daniel Luíz de Souza, descreveu o cenário encontrado no local, detalhando que os corpos apresentavam ferimentos "lastimáveis", o que dificultou a identificação, que precisou ser feita principalmente por meio das digitais. Segundo o perito, a maioria das vítimas ficou presa sob o ônibus.
"Teve corpo ejetado para fora do veículo? Teve. Mas, na verdade, a maioria estava sob o coletivo. Digamos que cerca de nove das vítimas estavam em baixo. Tentamos levantar a traseira do ônibus e não foi possível acessar as vítimas. Para isso, tivemos que destombar o coletivo, colocar na posição correta, para acessar os corpos", disse o perito criminal.

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