Motorista de app dado como morto reaparece em motel com "outra"
De acordo com investigadores, o carro de Max foi rastreado até Vila Velha. Às 21h, policiais iniciaram buscas pontuais, indo porta a porta nos quartos de um motel

O que parecia ser um desaparecimento com contornos de crime grave terminou como uma das reviravoltas mais inesperadas já registradas no município de Piúma, no litoral capixaba. Max da Conceição Antônio, motorista de aplicativo, 34, dado como desaparecido e tratado pela própria família como possível vítima de sequestro ou latrocínio, foi localizado horas depois em um motel de Vila Velha — acompanhado de outra mulher.
A “busca por um homem possivelmente morto”, como passou a ser tratada entre moradores e autoridades locais, mobilizou familiares, vizinhos, colegas de profissão, parte da cidade e equipes da Polícia Militar. O caso, que começou na manhã de domingo (23), terminou com exposição pública, crise familiar e revolta da esposa, Janaína, com quem Max mantinha um relacionamento há 14 anos e tem dois filhos.
Ao perceber que o marido não retornara para casa e não atendia chamadas, Janaína iniciou por conta própria relatórios de localização e rastreamento do veículo alugado, usado no trabalho. A movimentação rapidamente ganhou força em grupos de WhatsApp e redes sociais. Vizinhos entraram em contato com bases da PM e setores da inteligência regional. Equipes policiais chegaram a vistoriar bairros perigosos da cidade, acreditando tratar-se de sequestro relacionado à atividade profissional.
“Eu mesma fui para lugares onde nem polícia costuma entrar. Arrisquei minha vida porque achei que ele estava sofrendo ou já morto”, relatou a esposa.
Polícia bate porta a porta
De acordo com investigadores, o carro de Max foi rastreado até Vila Velha. Às 21h, policiais iniciaram buscas pontuais, indo porta a porta nos quartos de um motel, até localizarem o veículo e confirmarem sua presença no local. Neste momento, a esposa, que acompanhava de perto as movimentações, chegou ao estabelecimento.
Dentro do quarto, Max estava com outra mulher — identidade não revelada. Não houve crime associado ao falso desaparecimento, mas o constrangimento ganhou contornos públicos imediatamente.
A cena registrada por testemunhas gerou comoção:
“Passei a noite em claro, mobilizei amigos, arrisquei minha vida entrando em lugares perigosos procurando por ele… e ele estava em um motel com outra mulher. Para mim, a partir de hoje, ele não existe mais”, disse Janaína, em choque.
A Polícia Militar confirmou a atuação no caso, mas afirmou que, por não haver indícios de crime, não será aberta investigação formal.

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