Menina de 3 anos aguarda mais de 30 horas por atendimento e morre em Goiânia; pais denunciam negligência
No dia 5 de março, a menina estava com falta de ar e ficou com a pele roxa. Foi então que ele buscou atendimento no Cais Urias Magalhães, onde Kimberlly Hadassa morreu na madrugada de quinta-feira (7).

Kimberlly Hadassa Brandão Assunção, 3 anos, com sintomas de gripe, morreu após esperar mais de 30 horas por uma vaga em um hospital em Goiânia. O pai da menina, Marcos Antônio da Costa, de 37 anos, relatou que já havia levado a filha a outra unidade de saúde quatro dias antes, onde ela foi medicada e liberada para ir para casa.
“Ela faleceu nos meus braços. Ela olhou para mim e falou: papai, papai”, lembra Marcos. Segundo ele, a filha, Kimberlly Hadassa Brandão Assunção, passou mal pela primeira vez no dia 29 de fevereiro e foi levada ao Cais de Campinas, onde foi medicada e liberada para ir para casa.
No dia 5 de março, a menina estava com falta de ar e ficou com a pele roxa. Foi então que ele buscou atendimento no Cais Urias Magalhães, onde Kimberlly Hadassa morreu na madrugada de quinta-feira (7).
“Nós chegamos por volta de 19h, daí passamos a noite. Mais ou menos às 14h do dia seguinte ela teve uma crise. Às 17h teve outra e 22h teve outra crise e às 1h da manhã teve convulsão e veio a óbito”, explicou Marcos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que está levantando todas as informações a respeito do caso, mas conforme o prontuário médico, a criança recebeu todo o suporte no Ciams Urias Magalhães enquanto aguardava uma vaga para uma unidade de saúde de maior complexidade.
Marcos conta que no Cais Urias Magalhães foi informado que a unidade não tinha atendimento adequado para crianças, mas Kimberlly foi mantida na unidade porque estava em estado grave.
“Eles me tiraram de dentro da sala em questão de oito minutos e entubaram a minha filha e colocaram ela na ambulância já morta, mas eles disseram que ela faleceu no caminho do hospital”, contou o pai.
O pai de Kimberlly registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica no mesmo dia da morte da filha. Ele lembra que durante as horas que ficou aguardando ela estava sendo medicada apenas com soro e dipirona para baixar a febre.
Leia íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia
"A Secretaria Municipal de Saúde lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares.
Informa que está levantando todas as informações as respeito do caso. Conforme o prontuário médico, a criança recebeu todo o suporte no ciams Urias Magalhães durante o processo de disponibilização de vaga para uma unidade de saúde de maior complexidade. Enquanto esteve no Cais, ela recebeu os seguintes medicamentos: Ceftriaxona, antibiótico semelhante à penicilina, o anti-inflamatório
Hidrocortisona, o corticoide Dexametasona e dipirona. Mesmo assim, um processo administrativo será aberto para verificar se houve falha no atendimento na rede municipal. Mais uma vez, a secretaria lamenta profundamente o ocorrido e se coloca à disposição da família para qualquer esclarecimento".

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