Médicos são indiciados por morte de empresária submetida a três cirurgias
A Polícia Civil determinou que a causa da morte de Fábia Portilho foi um tromboembolismo pulmonar gorduroso, uma condição grave agravada por falhas no atendimento médico

A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação referente à morte da empresária Fábia Portilho, que faleceu em maio do ano passado após passar por uma cirurgia plástica em um hospital particular da cidade. A morte de Fábia, que sofreu complicações após três procedimentos cirúrgicos, incluindo uma mamoplastia, gerou grande comoção e questionamentos sobre a adequação do atendimento médico.
A Polícia Civil determinou que a causa da morte foi um tromboembolismo pulmonar gorduroso, uma condição grave que, embora reconhecida como um risco em cirurgias estéticas, pode ser agravada por falhas no atendimento médico. As investigações apontaram que a equipe médica não prestou o suporte necessário quando Fábia buscou ajuda no hospital. Ao sentir fortes dores, a empresária foi ao pronto-socorro, mas não recebeu o atendimento adequado.
O inquérito revelou que os médicos não realizaram os procedimentos básicos que poderiam ter preservado a vida de Fábia, como a solicitação de exames, tomografias e encaminhamento para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Essas omissões foram consideradas falhas gravíssimas por parte da equipe médica.
Em decorrência das conclusões da investigação, os profissionais envolvidos foram indiciados por homicídio culposo. Esse tipo de acusação se refere a uma morte causada pela negligência, sem intenção de matar, revelando a seriedade das ações e omissões durante o atendimento.
Para chegar a essas conclusões, a Polícia Civil analisou prontuários médicos e laudos periciais, além de ouvir testemunhas, incluindo profissionais do hospital e familiares de Fábia. O inquérito foi enviado à Justiça e ao Ministério Público, que agora decidirão os próximos passos legais.
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A defesa do médico Nelson Fernandes, um dos envolvidos, lamentou a morte de Fábia e descreveu o evento como uma fatalidade resultante de uma complicação grave associada a cirurgias extensas – um risco que, segundo a defesa, foi previamente esclarecido e autorizado pela paciente. Eles afirmaram ainda que o indiciamento é parte do processo investigativo e não implica necessariamente em culpa, destacando a ausência de provas de conduta dolosa ou negligente.
Por outro lado, o médico Eduardo Lima de Melo Júnior não pôde ser localizado para comentar o caso.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREMEGO) foi contatado em busca de um posicionamento, mas até o momento não houve retorno.

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