Médico encontrado morto em represa estava em parte rasa e sabia nadar
Apesar de a morte de Wilker Sabino Campos da Silva ser apontada como afogamento, as circunstâncias seguem em investigação e a versão ainda não foi confirmada.

As circunstâncias da morte do médico Wilker Sabino Campos da Silva, 32 anos, na tarde dessa sexta-feira (1º), no lago do Park Santa Branca, fazenda de ecoturismo localizada em Terezópolis de Goiás (33 km de Goiânia), seguem “misteriosas”, principalmente após uma prima relatar que a vítima sabia nadar, não tinha bebido e foi encontrada em um ponto raso da represa.
Apesar de, inicialmente, a causa de a morte ser apontada como afogamento, a versão ainda não foi oficializada e o caso segue em investigação.
De acordo com a ocorrência, Wilker foi com uma prima visitar a fazenda de ecoturismo. Em determinado momento, os dois decidiram ir à tirolesa, mas antes de fazerem a descida, o médico disse que iria nadar, pois estava com muito calor, enquanto isso, ela ficou sentada de frente para o lago olhando o primo entrar na água e nadar, depois, pegou o celular e foi olhar as fotos que os dois tinham tirado mais cedo.
Passados cerca de 30 minutos, a jovem percebeu que Wilker tinha desaparecido na água, ficou preocupada e pediu ajuda a uma salva-vidas, que entrou no lago e, minutos depois, encontrou o médico "afogado".
Wilker foi retirado da água e encaminhado a uma unidade de saúde, onde os médicos tentaram manobras de reanimação, mas Wilker não respondeu e teve a morte confirmada.
A jovem acredita que o primo tenha sofrido algum mal súbito dentro da água.
“Vi ele entrando, nadando, falando que estava ótima a água, me chamando. Passou uma meia hora vi que não estava mais aparecendo. Achei que tinha ele tinha ido ao banheiro ou algo assim. [Passado mais algum tempo], eu avisei ao salva-vidas, que já tirou a roupa, entrou no lago e em poucos minutos disse que o Wilker estava lá no fundo. Ele não se debateu, não gritou, não fez nenhum barulho, nada. Eu teria ouvido, estava de frente para ele”, contou.
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Ainda segundo a prima, o médico não tinha ingerido nenhuma bebida alcoólica e sabia nadar, além de o corpo ter sido encontrado numa parte rasa do lago, evidências que não justificam muito um afogamento sem outra causa.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai atestar se a causa da morte realmente foi o afogamento ou se a vítima pode ter sofrido algum outro problema.
Os investigadores da Polícia Civil do município registraram o caso, inicialmente, como morte acidental, mas aguardam laudo da perícia para concluir o inquérito.

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