Médico é indiciado por negligência após cirurgia que furou intestino de jovem em GO
Milleny Lopes Costa passou por cirurgia no dia 4 de setembro, quando teve o intestino perfurado; ela morreu de infecção generalizada

O médico W.M. foi indiciado por homicídio culposo após laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontarem que a morte da estudante Milleny Lopes Costa, de 17 anos, foi motivada por uma perfuração no intestino após cirurgia feita pelo profissional. A operação ocorreu no dia 4 de setembro de 2020, no Hospital Goiânia Leste, na Capital goiana. A Polícia Civil concluiu que houve negligência médica.
A adolescente, que sentia fortes dores abdominais, foi submetida a uma primeira cirurgia por um médico conhecido da família, no mesmo hospital, em 20 de agosto de 2020, para a retirada de uma pedra na vesícula. Ela recebeu alta no dia seguinte.
Duas semanas depois, Milleny continuava se queixando de dores e retornou à unidade de saúde. Como o médico da família não poderia atender devido a um compromisso pessoal, ele repassou o caso para W. Já no dia 4 de setembro, a adolescente passou por um novo procedimento chamado Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) que, segundo a perícia, foi responsável pela perfuração no intestino de Milleny.
Reprodução
Milleny morreu devido a uma infecção generalizada
No dia seguinte da cirurgia, sentindo ainda mais dores, a estudante foi submetida a outro procedimento. Segundo familiares de Milleny, a operação foi feita dentro do quarto onde ela estava e não no centro cirúrgico. A mãe, a empresária Ruth Lopes Vieira, de 50 anos, contou que nenhuma cirurgia foi explicada a ela.
Em estado grave, a adolescente foi transferida em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel, no dia 5 de setembro, para o Hospital do Coração, também em Goiânia. Após novos exames, médicos informaram que a estudante precisaria passar por uma nova cirurgia. Neste procedimento, a equipe médica constatou que o intestino estava perfurado e o líquido estava se espalhando pelo corpo, resultando em uma infecção generalizada. Milleny morreu no dia seguinte, em 6 de setembro.
A defesa da família informou que o processo tem como objetivo a punição do médico que causou a morte da estudante. Os advogados, Taysa de França e Tayrone de Melo, vão entrar com pedido de suspensão do CRM do cirurgião.

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