Maternidades em Goiânia suspendem atendimentos eletivos; prefeitura negocia
Fundahc aponta que os atrasos nos pagamentos colocam as unidades de saúde em um quadro de falta de insumos para atendimento, além de salários dos funcionários em atraso

As maternidades municipais Dona Iris, Nascer Cidadão e Célia Câmara, em Goiânia, administradas pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), suspenderam na manhã desta segunda-feira (18), cirurgias e outros procedimentos eletivos alegando falta de repasses financeiros por parte da prefeitura de Goiânia.
De acordo com a Fundação, a limitação dos serviços por falta de repasses coloca as unidades de saúde em um quadro de falta de insumos para atendimento, além de salários dos funcionários em atraso.
De acordo com a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, O total em aberto é de R$ 43.347.902,315. O restante dos valores, alegados em atraso pela fundação, se refere ao passivo trabalhista, caixa para custeio de despesas como demissões e férias, não tem relação com a manutenção das maternidades.
O Executivo ressaltou ainda que este ano já foram repassados à fundação um total de R$ 138 milhões. Em 2022, foram R$ 147 milhões.
Explicou também que desde o final da pandemia, os governos federal e estadual não enviam recursos para o custeio das maternidades, portanto, todas as três maternidades vêm sendo mantidas com dinheiro do Tesouro Municipal. Que as três maternidades funcionam em sistema de porta aberta, não há necessidade de regulação, com isso, atendem pacientes de vários outros municípios goianos.
No HMDI, por exemplo, 30% das pacientes são da grande Goiânia e todos os custos são bancados pela capital.
Para tentar resolver o problema, a SMS explica que por meio de uma comissão, formada para que se fosse feito um ajustamento se valores, os planos de trabalho das maternidades HMMCC e NC (Fundach alegou que já há um plano vigente no HMDI) foram redesenhados para que os serviços e valores possam ser adequados conforme realidade pós pandemia.
A proposta foi enviada à Fundach que, após avaliação, já fez a devolutiva que passa por uma análise final da SMS. O diálogo com a Fundach não foi interrompido, inclusive na última terça-feira ocorreu uma reunião entre membros da Fundação e da gestão municipal.

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