Maquiadora baleada por bombeiro em Goiás vive drama: "Estou usando fralda e não enxergo direito"
Jully da Gama Carvalho concedeu entrevista ao jornal Correio Braziliense em que pede justiça, após o novo precisar deixar o trabalho para ajudá-la.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense de Brasília, a maquiadora Jully da Gama Carvalho, 30 anos, baleada na cabeça pelo bombeiro do DF Andrey Suanno Butkewitsch, 40, revelou estar usando fraldas, além de ter dificuldades para enxergar desde que crime ocorreu no último dia 28, após uma discussão em um bar, em Alto Paraíso de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros.
Ao Correio, Jully contou que está sendo bastante difícil a recuperação, porque o noivo dela precisou deixar o trabalho para cuidar dela e dos três filhos. Leia entrevista completa aqui
“Está sendo muito complicado. Ele teve que parar de trabalhar. Estou usando fralda e medicamentos todos os dias”, disse.
“Ninguém da parte dele me procurou para dar uma assistência, nem mesmo para dar uma satisfação. Eu só quero Justiça e buscar os meus direitos. Tenho três crianças e os custos aumentaram absurdamente. Eu choro todas as noites. Não consigo trabalhar porque mal estou conseguindo enxergar. Eu quero Justiça”, continuou Jully
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Além disso, a vítima ainda irá iniciar a reabilitação intensiva para recuperar o movimento, o procedimento exige até 30 dias de internação. Ela levou 16 pontos na cabeça.
Andamento do caso
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) já indiciou o sargento, na última semana, por quatro tentativas de homicídio. O inquérito policial foi remetido, no último dia 14, ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e está sob os cuidados da Promotoria de Justiça de Alto Paraíso.
O promotor do caso irá avaliar o indiciamento e analisar se apresenta ou não a denúncia.
O amigo de Andrey, preso junto com ele durante o caso, o advogado Sandro Fleury Batista, também foi indiciado pela polícia por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
As investigações conduzidas pela PCGO revelaram que o sargento chegou ao bar acompanhado do amigo. Andrey estava na fila do estabelecimento para efetuar o pagamento e estaria olhando para a Jully, o que incomodou o noivo da jovem.
O homem, então, resolveu tirar satisfação com Andrey e os dois iniciaram uma luta corporal. O bombeiro foi exonerado do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), onde estava cedido.
O advogado amigo de Andrey, Sandro Fleury, está em liberdade provisória, após ter pago R$ 14,1 mil à Justiça.

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