Líderes dos camelôs que diziam passar fome ganham R$ 10 mil na Câmara de Goiânia
Após serem descobertas, Ana Paula e Lidiane Leão anunciaram à imprensa que não estão mais à frente do movimento dos camelôs, citando desacordos internos.

Duas mulheres, que emergiram como líderes destemidas dos camelôs, clamando por justiça e afirmado estar passando fome por perderem suas bancas ilegais, que fechavam as ruas do polo da moda em Goiânia, são servidoras comissionadas da Câmara Municipal, com salários que somam quase R$ 10 mil.
A reviravolta do caso levaram Ana Paula e Lidiane Leão a serem apelidadas de "As Malandrinhas da 44".
Conforme dados oficiais, Ana Paula, uma das vozes mais estridentes das manifestações, tem um salário mensal de R$ 8,5 mil, desde que foi lotada no gabinete do vereador Oséias Varão (PL). Seu cargo de assessora parlamentar parece contradizer as queixas de penúria que ela vocalizou com tanto fervor nas ruas.
Sua "companheira de luta", Lidiane Leão, também não fica muito atrás, embora seu salário seja um pouco mais modesto: R$ 1,3 mil como assessora parlamentar. Mesmo assim, a soma dos rendimentos das duas líderes pinta um quadro bem diferente do que elas têm apresentado publicamente.
Antes de serem desmascaradas, Ana Paula e Lidiane estavam no centro das manifestações, aparentemente tentando capitalizar ganhos políticos e financeiros através da insatisfação dos camelôs. A revelação de seus verdadeiros rendimentos lançou uma sombra de dúvida sobre suas verdadeiras intenções.
Recentemente, ambas anunciaram à imprensa que não estão mais à frente do movimento dos camelôs, citando desacordos internos. A saída das duas líderes deixa um rastro de perguntas e suspeitas sobre a verdadeira natureza dessas manifestações. Muitos querem capitalizar politicamente em cima dos trabalhadores autônomos.
Segue, na íntegra, o direito de resposta solicitado por Ana Paula e Lidiane:
“Não somos ‘Malandrinhas’, SOMOS MÃES e GUERREIRAS DA 44”
Em respeito à verdade dos fatos e ao direito fundamental à dignidade, vimos, por meio desta, exercer nosso direito de resposta diante das calúnias e difamações recentemente veiculadas, que atingiram injustamente nossa honra e reputação enquanto mulheres trabalhadoras.
É lamentável que, em pleno século XXI, ainda enfrentemos preconceitos e ataques motivados por desinformação e intolerância. Fomos acusadas de forma leviana e irresponsável pelo simples fato de conciliarmos duas atividades dignas: o trabalho como camelô, que garante o sustento de muitas famílias brasileiras, e o exercício de funções como servidoras públicas, desempenhadas com ética, dedicação e respeito à sociedade.
Ressaltamos que todo o nosso trabalho é pautado pela honestidade, transparência e pelo compromisso com o bem-estar coletivo. Não há qualquer ilegalidade ou irregularidade em exercer atividades lícitas para garantir melhores condições de vida para nós e nossas famílias. Repudiamos veementemente qualquer tentativa de desmerecer ou criminalizar a luta diária das mulheres, especialmente das que, como nós, enfrentam duplas jornadas para conquistar seus sonhos e contribuir com a sociedade.
Por fim, exigimos respeito e responsabilidade na divulgação de informações, lembrando que a honra e a dignidade são direitos invioláveis, protegidos pela Constituição Federal. Seguiremos firmes, trabalhando com integridade e orgulho, certos de que a verdade sempre prevalecerá.
Mães da 44, enquanto houver sol, haverá luta.

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