Laudo de morte de servidor em Goiânia afasta "responsabilidade" de dentista e aponta "causas naturais"
A defesa da profissional afirmou que aguarda a conclusão do inquérito e do processo administrativo no CRO para tomar as providências em relação as pessoas que a denunciaram.

Laudo de morte do funcionário público Luiz Carlos das Dores, 56 anos, que teve infecção generalizada após colocar facentas dentárias, no consultório de uma dentista em Goiânia, foi divulgado com motivação de "causas naturais", ou seja, afasta a desconfiança de "erro médico" e tira a responsabilidade da profissional que realizou o procedimento.
De acordo com a ocorrência, Luiz Carlos e o companheiro, Benedito Antônio Nascimento, procuraram o tratamento estético, conheceram o trabalho da dentista pela internet, marcaram uma consulta e fecharam o tratamento, que consistia na colocação de 24 facetas pelo valor de R$ 61 mil, em maio. No entanto, até então, a família da vítima apontava negligência da “dentista Jamilly Flexa”, já que o paciente sofria de perda óssea e doença periodontal, que impossibilitaria o procedimento
A defesa da dentista afirmou que aguarda a conclusão do inquérito e do processo administrativo no Conselho Regional de Odontologia (CRO), para tomar as providências em relação as pessoas que a denunciaram.
Com a divulgação do laudo da Polícia Científica, o resultado diz que: “concluímos pelo óbito de causa natural (doença cardiovascular e septicemia), sem nexo de causalidade com o tratamento odontológico estético realizado em 12/05/22”.
Em nota, a defesa da dentista alegou que as denúncias realizadas pela família do funcionário público agravaram a vida de Jamilly.
Confira:
“Ela vem sofrendo uma denunciação caluniosa a qual abalou sensivelmente a sua vida financeira e emocional, ao ser acusada injustamente por ter colocado facetas no paciente Luz Carlos, e devido isso ter sido vinculado com a morte dele. Ocorre que foi feita a exumação do cadáver e o laudo cadavérico constatou que não existe nenhum nexo de causalidade da colocação das facetas com a morte de Luiz Carlos. Diante disso, a defesa só aguarda a conclusão do inquérito policial, bem como do processo administrativo no Conselho Regional de Odontologia para tomar as providências cabíveis em face das pessoas que a denunciaram e colocaram em suas redes sociais a difamando e injuriando, bem como colocando laudos odontológicos do inquérito sem a devida precisão e veracidade”.
Leia mais
Servidor morre após instalação de facetas; família denuncia dentista por negligência
Entenda o caso
Luiz Carlos das Dores morreu aos 56 anos, supostamente, conforme à família, em decorrência de complicações após instalação de “facetas dentárias” no consultório de uma dentista, em Goiânia. Família da vítima aponta negligência da “profissional”, já que o paciente sofria de perda óssea e doença periodontal, que impossibilitava o procedimento.
De acordo com a ocorrência, Luiz Carlos e o companheiro, Benedito Antônio Nascimento, procuraram o tratamento estético, conheceram o trabalho da dentista pela internet, marcaram uma consulta e fecharam o tratamento, que consistia na colocação de 24 facetas pelo valor de R$ 61 mil, em maio.
No entanto, poucos dias após o procedimento, a família relata que Luiz Carlos passou a sentir muitas dores, dormência e inchaços na boca.
Diante da situação, o companheiro da vítima chegou a procurar a dentista, relatar o que estava acontecendo e pedir providências para resolver o problema. Em um áudio enviado à priofissional, Benedito fala: “Você pode arrumar e dar um jeito para solucionar o problema meu e do Luiz? Eu quero solução disso”.
A dentista responde: “Problemas nas facetas não é, se fosse já teria dado problema desde o dia que fez. Esse inchaço, esse edema e dormência tem que descobrir o que é”.
A família, que denunciou o caso à Polícia Civil, apresentou laudos feitos por outros dentistas após avaliação em Luiz Carlos, antes da instalação das facetas, que apontam perda óssea e doença periodontal, que segundo os profissionais, impede a realização do procedimento.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil, em Goiânia, que apura as causas e circunstâncias da morte do servidor. Uma denúncia por “infração ética” foi protocolada contra a dentista no Conselho Regional de Odontologia (CRO).

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