Júri do ex-presidente do Atlético-GO, acusado de matar jornalista, reinicia nesta segunda com repercussão nacional; veja vídeo
O caso da morte do radialista Valério Luiz completa 10 anos e esta é a quarta tentativa de realização do Júri, em Goiânia. O Fantástico deu destaque ao caso e remontou todos os passos da investigação.

Tribunal do Júri do ex-presidente do Atlético-GO, Maurício Sampaio, e quatro comparsas, Urbano de Carvalho, Ademá Figueiredo, Marcus Vinícius Pereira Xavier; e Djalma da Silva, acusados pela execução do radialista Valério Luiz, em Goiânia no ano de 2012, adiado por três vezes, está marcado, mais uma vez, para começar às 8h30 desta segunda-feira (13), agora com repercussão nacional, já que o caso foi destaque especial no Fantástico, da TV Globo, na noite desse domingo (12).
O programa remontou todos os passos das investigações e apontou a participação de cada um dos cinco envolvidos, desde à motivação do crime, críticas feitas pela vítima à direção do clube Atlético-GO, que teria feito Maurício Sampaio encomendar a morte do radialista, até a participação de cada um dos réus com suas “funções” no homicídio.
Adiamentos
O MP-GO informou que o júri, marcado para maio, foi remarcado para este 13 de junho, já que A defesa de Maurício Sampaio abandonou o plenário e alega que o juiz não é imparcial. Os advogados dizem que o magistrado já deu declarações contra o ex-presidente do Atlético-GO e já foi advogado em um processo contra ele.
O júri já foi adiado uma vez por causa da pandemia da Covid-19 e outra após o então advogado do conselheiro do Atlético-GO desistir da defesa.
Leia mais
Ex-vice-presidente do Atlético-GO vai à júri por execução de radialista
Entenda o caso
Valério Luiz tinha 49 anos, dois empregos. Era comentarista em um programa de esportes da PUC TV, e também trabalhava em uma rádio. Era polêmico e não media as palavras quando as críticas eram contra o time do coração: o Atlético-GO.
"O time estava na lanterna do Campeonato Brasileiro. Foi nesse contexto que meu pai estava desferindo suas críticas na época. Meu pai creditava isso, essa má fase do Atlético, dava responsabilidade aos dirigentes. Dizia que não se interessavam pelo bem do clube, mas estavam lá para interesses pessoais", lembra o filho, Valério Luiz Filho.
E quando os dirigentes começaram a deixar o clube, Valério fez o seguinte comentário: "Você pode olhar em filme de aventura, quando o barco tá enchendo de água, os ratos são os primeiros a pular fora".
Dois dias depois desse comentário, o clube proibiu a entrada de todos os jornalistas que trabalhavam com Valério Luiz e disse ainda que ele era persona non grata. A carta foi assinada pelo presidente do clube e por Maurício Sampaio, então vice-presidente do clube e alvo de críticas de Valério.
Duas semanas depois, Valério Luiz foi assassinado quando saia da rádio. Para a polícia e o Ministério Público, Maurício Sampaio é considerado o mandante do crime.
Segundo as investigações, ele teria encomendado a morte do jornalista para dois policiais militares - que faziam informalmente a segurança dele: sargento Djalma da Silva e o cabo Ademá Figuerêdo.
O esquema também teria contado com a ajuda de uma espécie de faz tudo do dirigente, Urbano Malta, e de um informante da polícia: Marcus Vinícius Pereira Xavier.
Depois de quase um ano de investigação, eles chegaram a ser presos por 90 dias, em 2013, mas desde então aguardam o julgamento em liberdade.
Marcus Vinícius tinha um açougue, que vendia espetinhos. Segundo ele, a ação foi planejada pelo sargento Djalma da Silva - que é apontado como articulador do crime.
A tarefa de Marcus Vinícius, segundo a polícia, foi arrumar uma moto, capacete e uma camiseta para serem usados no crime. O assassino, ainda segundo a polícia, seria Ademá Figuerêdo, que no dia da execução saiu de um condomínio próximo, e seguiu até onde estava Marcus Vinícius.
“Me pediu a moto do meu pai emprestada. E a moto do meu pai é preta”, disse Marcus Vinícius.
A tarefa de Marcus Vinícius, segundo a polícia, foi arrumar uma moto, capacete e uma camiseta para serem usados no crime. O assassino, ainda segundo a polícia, seria Ademá Figuerêdo, que, no dia da execução, saiu de um condomínio próximo, e seguiu até onde estava Marcus Vinícius.
“Ele passou, pegou a arma, o capacete e a moto, e foi embora”, relatou Marcus Vinícius.
E no depoimento Marcus Vinícius indica o mandante: "Eu escutei que o que acontecer era a mando do patrão do Urbano".
Investigador: Quem era ele?
Marcus Vinícius: Maurício Sampaio, patrão do Urbano.
As imagens das câmeras de segurança foram apagadas e as que foram entregues à polícia pelo próprio réu não estão completas. Em depoimento, o sargento Figuerêdo não soube explicar por que não entregou todas as imagens.
Dos cinco réus, só Marcus Vinícius confessou a participação no crime. Desde que a Justiça decidiu que os acusados iriam a júri popular, as defesas recorreram em todas as instâncias pelos mais variados motivos.
Hoje, Maurício Sampaio ocupa o cargo de conselheiro do Atlético-GO. A defesa dele diz que não há provas para condená-lo. Em nota, o Atlético-GO disse que não vai se manifestar sobre o julgamento.

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais












