Juíza nega prisão de pastor que deu golpe de R$ 15 milhões em goianos
O Ministério Público pediu a detenção de Osório José Lopes Júnior por entender que ele havia voltado a praticar crimes.

A juíza Placidina Pires, da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores, negou o pedido de prisão de Osório José Lopes Júnior, 41 anos, que se apresenta como “pastor Osório”, acusado de aplicar golpes milionários em fiéis de Goianésia (175 km de Goiânia).
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) havia pedido a prisão de Osário porque entendeu que ele havia voltado a praticar crimes.
No entanto, a juíza justificou que o caso está sendo apurado pela Justiça de São Paulo, por isso, não seria necessário a intervenção, neste momento, do Judiciário goiano.
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O pedido do MP aconteceu no dia 12 de março, dia que antecedeu a reportagem do Fantástico, da TV Globo.
A denúncia aponta que Osório, que se intitula pastor mesmo sem ser ligado a nenhuma igreja, promete investimentos fabulosos, com promessa de retorno financeiro muito acima do normal para atrair vítimas, se valendo de apelos religiosos e das redes sociais como isca.
Para garantir a “credibilidade”, segundo as investigações, o pastor sempre aparecia na presença de pessoas reconhecidas da sociedade, realizando viagens de helicóptero e muitos seguranças para chamar atenção de “pessoa bem-sucedida” e confiável.
Antes mesmo de começar a aplicar golpes em São Paulo, segundo a polícia, ele já deu um prejuízo grande no estado de Goiás, principalmente no interior do estado. São pelo menos R$ 15 milhões de pessoas que acreditaram na promessa dele. Clique no link e veja relatos de vítimas.

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