Juiz nega prisão e diz que nas violações de medidas, Naçoitan não se aproximou da ex de propósito
Naçoitan foi preso após invadir a casa da mulher na madrugada e atirar contra a residência e o então namorado dela, mas solto com uso de tornozeleira

Em decisão proferida nesta quarta-feira (5), o juiz Wander Soares Fonseca, negou o pedido de prisão preventiva contra o ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Leite. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), o réu descumpriu medidas protetivas em favor da ex-esposa por oito vezes em 2024. No entendimento do magistrado, não houve aproximação entre o acusado e a vítima durante os registros de violações, conforme argumentou a defesa do político.
Naçoitan foi preso preventivamente em dezembro de 2023 após invadir a casa da mulher na madrugada do dia 18 de novembro e atirado pelo menos 15 vezes contra a residência e o então namorado dela. De acordo com o promotor Reginaldo Boraschi, que protocolou o pedido na última quinta-feira (30), foram registradas “oito comunicações de violação da área de exclusão do réu” no ano passado, num intervalo de apenas quatro meses, ou seja, houve o descumprimento reiterado de medidas protetivas.
Defesa
O advogado do ex-prefeito, Eder Castro, diz que o Ministério Público de Goiás (MPGO) não tem motivos para pedir a prisão preventiva do cliente dele. Conforme o advogado, já foram feitas todas as informações ao juízo. Ele ressaltou ao Mais Goiás, que Naçoitan nunca teve contato com a vítima. De acordo com ele, "são cruzamentos em trânsito que não passaram de alguns segundos acreditando que nem mesmo a vítima tinha conhecimento”.
Diante desse argumento, Wander Soares disse, na setença, que "os elementos trazidos pela defesa demonstram ausência de dolo do acusado acerca das violações das áreas de exclusão a ele impostas, eis que em uma das vezes se deu pela aproximação da vítima ao local do acusado e, as demais, ocorreram em proximidades fortuitas", aponta o juiz.
Naçoitan foi solto em fevereiro de 2024, com tornozeleira eletrônica e outras medidas. Segundo publicado pelo portal Mais Goiás, as infrações teriam ocorrido em 4, 5, 6 e 7 de agosto, 21 e 28 de outubro e 5 e 17 de novembro de 2024. A informação foi divulgada inicialmente pelo Iporá Goiás News.

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