Jovem Pan pede desculpas após fake news sobre taxação do Pix; veja vídeo
A fala de Surita havia sido transmitida tanto no rádio quanto na Jovem Pan News, canal de TV por assinatura do grupo

A Jovem Pan divulgou nesta segunda-feira (29) um comunicado oficial em que pede desculpas ao público pela disseminação de informações falsas sobre uma suposta taxação de transferências realizadas por meio do Pix. A retratação ocorreu após forte repercussão negativa nas redes sociais e críticas de autoridades do governo federal.
O episódio teve origem em uma declaração do apresentador Emílio Surita, durante o programa Pânico, na qual afirmou que movimentações financeiras acima de R$ 5 mil passariam a ser tributadas pelo governo. A fala foi exibida tanto no rádio quanto na Jovem Pan News, canal de TV por assinatura do grupo, e rapidamente se espalhou pelas redes.
A informação, no entanto, foi prontamente desmentida pelo Ministério da Fazenda e pela Receita Federal, que negaram qualquer cobrança sobre transferências via Pix. Em nota, a emissora reconheceu o erro. “A Jovem Pan pede desculpas pelo equívoco e reafirma o compromisso com a correção e a veracidade das informações veiculadas em sua programação”, afirmou o grupo.
A reação do governo foi imediata. O Ministério da Fazenda classificou o boato como desinformação e ressaltou que não existe taxação sobre o Pix nem aplicação de multa de 150% para quem deixar de declarar valores transferidos. Segundo a pasta, mensagens desse tipo buscam gerar pânico financeiro na população.
“A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que, a partir de janeiro, quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do Imposto de Renda”, destacou a Fazenda em comunicado oficial.
A Receita Federal também se manifestou, alertando que a propagação de boatos sobre o sistema de pagamentos instantâneos prejudica o debate público e mina a confiança da população em políticas fiscais. O órgão reforçou que o Pix segue gratuito para pessoas físicas e sem qualquer tipo de tributação.
Integrantes do governo afirmam que há preocupação com a intensificação de campanhas de desinformação, especialmente em redes sociais, atribuídas a grupos bolsonaristas, que vêm insistindo na narrativa de que movimentações acima de R$ 5 mil seriam taxadas — informação classificada oficialmente como completamente falsa.
O caso reacende o debate sobre responsabilidade editorial e o papel de veículos de comunicação no combate à fake news, em um contexto de crescente circulação de conteúdos enganosos sobre temas econômicos sensíveis.

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