Jornalista rejeita Lula e Bolsonaro e chama polarização de “armadilha”
Em tom direto, Azevedo afirmou que tanto apoiadores de Lula quanto de Bolsonaro tentam impor uma lógica binária no debate público

O jornalista e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, criticou a polarização entre lulistas e bolsonaristas e afirmou que há uma “armadilha” construída por ambos os lados para forçar o eleitor a escolher entre dois polos. Segundo ele, é possível ser democrata e fazer oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem, necessariamente, apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em tom direto, Azevedo afirmou que tanto apoiadores de Lula quanto de Bolsonaro tentam impor uma lógica binária no debate público. De um lado, disse ele, há a narrativa de que quem não apoia o atual presidente estaria contra a democracia. Do outro, a ideia de que quem não está com Bolsonaro favorece a permanência de Lula no poder.
Para o pré-candidato, essa dinâmica acaba favorecendo justamente os dois grupos mais organizados, que, segundo ele, concentram entre 20% e 30% do eleitorado cada. Com isso, em um sistema eleitoral de dois turnos, a tendência é que ambos avancem para a fase final, deixando de fora alternativas moderadas.
Azevedo afirmou que existe uma maioria silenciosa de eleitores que rejeita os extremos, mas que acaba dispersa e sem liderança clara. “Quem é mais moderado está preocupado com a vida real, em pagar boletos, resolver problemas do dia a dia”, disse.
Ao comentar o ambiente político, ele comparou o comportamento de militantes mais radicais ao de “zumbis”, em referência à repetição de informações sem questionamento. Segundo ele, muitas dessas ideias circulam em redes de mensagens, sem verificação de origem.
Como saída, o jornalista defendeu o diálogo como ferramenta central para reduzir a radicalização. Para ele, é preciso retomar o sentido prático da política, voltado à resolução de problemas concretos, como saúde, educação e infraestrutura.
“Um lulista e um bolsonarista podem concordar que um buraco precisa ser tapado ou que hospital precisa ter remédio”, afirmou. Ele também aconselhou eleitores a evitarem brigas pessoais por política. “Não vale a pena”, concluiu.

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