Jorge Caiado afirma inocência e defesa denuncia militares
Advogado afirma inocência do cliente e pede que se investigue a origem das vultuosas movimentações financeiras dos policiais com o objetivo de identificar o possível mandante do crime

Defesa de Jorge Luiz Ramos Caiado, assessor da Assembleia Legislativa de Goiás, que se tornou réu após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) no caso do assassinato do empresário Fábio Escobar, ocorrido em junho de 2021, em Anápolis (55 km da Capital), denuncia oficiais que deram depoimento sobre o envolvimento do cliente, o qual os advogados apontam como “conteúdo revanchista”.
Advogados de Jorge apontam que a denúncia do Ministério Público (MP) usa matérias jornalísticas como fonte de informação. Assim, pede que se investigue a origem das vultuosas movimentações financeiras dos policiais também denunciados, conforme relatado pelos veículos jornalísticos, com o objetivo de identificar o possível mandante do delito, ou seja, sugerindo que Jorge Caiado é inocente.
Ainda sobre a denúncia do MP, a defesa diz que o documento tem carência de técnica processual e de cunho político, conforme anexadas aos autos após o aditamento da denúncia, diversas reportagens protocoladas pelo Parquet no dia 20 de março de 2024. Veja abaixo íntegra da nota da defesa de Jorge Caiado.
Pedido antecipado de Habeas Corpus
Com a decisão da 1ª Vara Criminal de Anápolis, Jorge chegou a entrar com um pedido liminar de Habeas Corpus para evitar uma possível prisão. No entanto, o pedido foi negado pela desembargadora Rozaana Fernandes Camapum no último domingo (24).
Além de Jorge, Carlos César Savastano de Toledo, conhecido como Cacai Toledo, também é réu no caso. Atualmente, ele está foragido.
As autoridades estão conduzindo as investigações e buscam por Cacai Toledo.
Qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Toledo é incentivada a entrar em contato com a polícia.
Entenda o caso
Segundo o documento do MPGO, Jorge teria auxiliado no planejamento do crime, utilizando seu prestígio na Secretaria de Segurança Pública (SSP) e sua proximidade com policiais militares. A denúncia afirma que Jorge era aliado de Carlos César de Toledo, conhecido como Cacai, ex-presidente do Democratas, que foi denunciado como o mentor intelectual do crime.
A investigação concluiu que Escobar foi assassinado após denunciar desvios de dinheiro na campanha eleitoral de Cacai, em 2018. Movidos por vingança, Jorge e Cacai se reuniram com o Coronel Benito Franco Santos, então comandante da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), em fevereiro de 2019. Eles teriam dito que Escobar estaria ameaçando Cacai e que a única forma de resolver seria “só matando”.
O coronel Santos se recusou a participar da “empreitada”. Posteriormente, Jorge e Cacai se reuniram com o ex-chefe da Casa Militar, Coronel Newton Nery Castilho, buscando apoio para “exterminar Fábio Escobar”. Segundo a denúncia, Castilho também negou a proposta e declarou que não era “jagunço”.
Apesar das negativas, Jorge e Cacai mantiveram o plano e, para executá-lo, aliciaram os policiais militares denunciados como executores do crime. Segundo a denúncia, após o assassinato do empresário, os policiais receberam promoções por “ato de bravura” em confronto policial com resultado morte.
Em nota, a defesa de Jorge Caiado afirma que ele é inocente e que tenta acesso ao documento da denúncia para analisar o conteúdo.
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MP diz que Jorge Caiado usou influência e ajudou Cacai planejar morte de Fábio Escobar
Veja íntegra da nota da defesa de Jorge Caiado
"A assessoria jurídica de Jorge Caiado vem por meio de esta nota informar que seu cliente expressa total compromisso com a verdade e manifesta o mais profundo interesse em contribuir para a elucidação dos fatos. É de suma importância ressaltar que a Defesa de Jorge Caiado, mesmo após o aditamento da denúncia, enfrentou dificuldades para completo acesso aos elementos de prova produzidos em sigilo pelo Ministério Público e Polícia Civil de Goiás, todavia, amplamente divulgado nas plataformas digitais.
É lamentável e inadmissível que o aditamento da denúncia tenha se baseado unicamente em depoimentos de dois Oficiais Superiores dissidentes da Polícia Militar que manifestaram suas opiniões pessoais sobre a autoria do crime, com conteúdo revanchista.
Destaca-se que o Ministério Público, com carência de técnica processual, tem lastreado seus pedidos em matérias jornalísticas nitidamente de cunho político, conforme anexadas aos autos após o aditamento da denúncia, diversas reportagens protocoladas pelo Parquet no dia 20 de março de 2024.
Jorge Caiado adotará todas as medidas jurídicas disponíveis para sua defesa e esclarece que repudia, veementemente, qualquer tentativa de distorcer os fatos com intenções de macular a realidade. Espera que a justiça prevaleça mediante uma investigação criteriosa e imparcial. Para tanto, solicita que o Ministério Público de Goiás e a Polícia Civil de Goiás intensifiquem suas investigações com o objetivo de identificar os verdadeiros autores do delito.
Sugerimos que, seguindo a mesma linha de investigação utilizada para aditar a denúncia, que inclui o uso de matérias jornalísticas como fonte de informação, se investigue a origem das vultuosas movimentações financeiras dos policiais denunciados, conforme relatado pelos veículos jornalísticos, com o objetivo de identificar o possível mandante do delito.
Jorge Caiado está à disposição para prestar esclarecimentos adicionais às autoridades sempre que necessário, reafirmando seu compromisso com a fidelidade e com a busca pela justiça".

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