Influenciadora de Goiânia acusada de participação em execução de traficante permanece na cadeia
Os quatro mandados de prorrogação de prisão temporária foram cumpridos nessa sexta-feira (16), já que as investigações seguem em andamento.

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), entrou com pedido de prorrogação de prisão temporária, acolhido pela Justiça, e vai manter presa a influenciadora digital de Goiânia, Yeda de Sousa Freitas, e os demais investigados por envolvimento no homicídio da vítima Douglas Henrique Silva, fato ocorrido no dia 14 de março de 2022, Antônio Luiz de Souza Filho; José Camilo Pereira Bento; Mateus Barbosa da Silva e Getúlio Júnior Alves dos Santos.
Os quatro mandados de prorrogação de prisão temporária foram cumpridos nessa sexta-feira (16), já que as investigações seguem em andamento.
Divulgação da qualificação dos presos foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme Despacho do(a) Delegado(a) de Polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas e testemunhas que façam seu reconhecimento, além de novas provas.
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Entenda o caso
Polícia Civil explicou a participação da influenciadora goiana Yeda Freitas, 30 anos, na emboscada que matou o traficante Douglas Henrique Silva, em 14 de março de 2022, na Rua Anchova, Jardim Atlântico, Goiânia-GO, e a atuação dela no tráfico de drogas da Capital.
Delegado Carlos Alfama, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), explica que Douglas era traficante de drogas, no entanto, a mãe de seu filho morreu e ele parou com “seus negócios” para cuidar da criança.
Com isso, vendeu sua parte em uma “empresa” destinada à venda de cocaína para Toinzinho. O acerto entre os dois era de que o “comprador” deveria repassar pagamentos semanais de aproximadamente R$ 6 mil até quitar a dívida.
Por determinado período, Toinzinho cumpriu com os pagamentos e transferia os valores em contas bancárias de parentes, como a mãe de Douglas. Todavia, com o passar do tempo, o Toinzinho começou a atrasar os repasses de dinheiro, o que fez com que a vítima o cobrasse fazendo ameaças.
Pressionado a pagar, o executor armou emboscada e matou Douglas.
As investigações apontaram ainda que Toinzinho teria sido auxiliado na execução do crime e na sua fuga pela namorada, Yeda, e outros dois comparsas, Mateus e José Camilo.
Ainda segundo Alfama, Yeda teria acompanhado o namorado no dia em que ele buscou o carro para executar Douglas. Ela também teria participado da operacionalização financeira do tráfico de cocaína e da lavagem de dinheiro proveniente da organização criminosa comandada pelo companheiro.
Os quatro seguem presos e o caso em investigação.

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