Incêndio atinge Hospital São Lucas, em Copacabana
Pacientes foram levados para a rua em macas e até mesmo em cadeira de escritório com rodinhas; unidade diz que situação já está controlada

Pacientes e funcionários do Hospital São Lucas, em Copacabana, passaram por momentos de pânico, na manhã desta quarta-feira. Um princípio de incêndio, que teria começado num gerador de energia da rouparia, gerou muita fumaça, e os pacientes tiveram que deixar a unidade às pressas. Ainda de avental, eles foram levados de maca e até mesmo em cadeira de rodinhas de escritório. De acordo com a direção do hospital, a situação foi controlada, não houve feridos e os pacientes começaram a retornar para o interior do hospital às 10h.
Dezenas de ambulâncias estão chegando ao local para remover os pacientes que ainda se encontram na unidade. Eles serão levados para hospitais da região. A maioria, ao menos 32 pacientes, foi levada para uma escola vizinha. Cerca de dez pessoas estão sendo acomodadas em prédios da região.
— Eu não vi nada só corri. Fui muito susto. Muitos pacientes desesperados, chorando — contou uma enfermeira.
Um dos problemas no local é a falta de informação por parte da unidade médica. A todo instante, familiares das pessoas internadas chegam em busca de detalhes, sem sucesso. É o caso de Ângela Regina de Souza Costa, que quer saber se o marido, o aposentado Rubem de Azevedo, que está internado no CTI cardiológico do local, foi transferido.
— Só quero saber onde está o meu marido. Ele passou por uma cirurgia na última semana e está internado no CTI. Não falam nada. Estou desesperada. Vi a notícia de casa e vim correndo. Só quero notícias — disse a aposentada.
Elaine Mello, instrumentadora que atende no São Lucas, conta que às 9h participaria de uma cirurgia de tórax de um paciente no terceiro andar do prédio. Entretanto, quando o princípio de incêndio começou, a sala cirurgia ficou sem energia e a direção determinou a evacuação do espaço.
— A cirurgia estava começando quando começou o princípio de incêndio. Mandaram evacuar e a operação foi suspensa. Foi assustador ver as pessoas correndo. A pessoa que seria operada foi encaminhada para outra unidade de saúde — contou a mulher.
Uma recepcionista que estava no quarto do prédio na hora do incêndio disse que foram momentos assustadores: — Graças a Deus foi tudo muito rápido, na saída. Mas, foram duras horas de terror.
— O incêndio foi no gerador do prédio anexo. A fumaça invadiu parte do hospital, mas já está se dissipando. Alguns pacientes foram realocados — disse o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro. — Alguns pacientes foram realocados. Não há risco de propagação.
Ao menos seis viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local. A Rua Pompeu Loureiro e a Travessa Frederico Pamplona estão interditadas. Já na Rua Bolívar, esquina com Pompeu Loureiro, é possível sentir o cheiro de fumaça. Muitos moradores e curiosos acompanham os resgates. Por ser ser a menos de 100 metros do hospital, os bombeiros do Quartel de Copacabana chegaram em dois minutos ao local.
— Por volta de 9h15, vi o primeiro sinal de fumaça saindo da parte de cima do hospital, que fica bem em frente a janela da minha casa. Em seguida, já começaram as primeiras pessoas a saírem em macas, cadeiras de escritórios e de rodas e até em lençóis. A maioria dos pacientes são idosos, que estão sendo levados para o Colégio Barilan, logo ao lado. Neste momento, há médicos correndo pela rua, que está fechada, e uma viatura do Corpo de Bombeiros. Está um verdadeiro caos. Nunca vi nada parecido — contou a empresária Beatriz Rego, de 36 anos.
Em nota, o hospital disse que a situação está controlada: "O Hospital São Lucas informa que, por volta das 09h10 de hoje, 8 de junho, a rouparia, que funciona em um prédio anexo, teve um princípio de incêndio, em premissa, iniciado em um gerador de energia. Às 10h, o mesmo já havia sido controlado pelo Corpo de Bombeiros e os pacientes, que foram evacuados, começaram a retornar para o interior do hospital. As causas e os impactos na operação (de hoje) estão sendo investigadas e novas informações serão divulgadas".

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