IGR nega envolvimento com acidente do Césio-137 após ataque nas redes sociais
Instituto Goiano de Radiologia esclarece que não é o extinto Instituto de Radioterapia, onde a tragédia começou

O Instituto Goiano de Radiologia (IGR), fundado em 1951, tornou-se alvo de acusações infundadas nas redes sociais nos últimos dias. A confusão surgiu devido à sigla idêntica à do extinto Instituto Goiano de Radioterapia (também IGR), local onde, em 1987, dois catadores encontraram a cápsula de Césio-137 abandonada.
A repercussão da série "Emergência Radioativa", da Netflix, que reconta o maior desastre radiológico do mundo fora de usinas nucleares, despertou a curiosidade e a revolta de internautas. No entanto, muitos usuários apontaram o dedo para a instituição errada. Enquanto o local da tragédia foi o antigo instituto de Radioterapia (extinto e sob responsabilidade do Estado na época), o alvo dos ataques atuais é o tradicional instituto de Radiologia, que segue em operação com foco em exames de imagem.
Nota Oficial
Em nota , o IGR atual desmentiu qualquer ligação histórica ou administrativa com o acidente. "Somos instituições distintas, com histórias, equipes e propósitos completamente diferentes. Desde a nossa fundação, prezamos rigorosamente pela segurança e ética", destacou a unidade. O instituto reforçou ainda que segue protocolos modernos de segurança e que reconhece a dor das vítimas da tragédia.
O Trauma de 1987
O acidente com o Césio-137 começou em 13 de setembro de 1987, nas ruínas do prédio abandonado do antigo Instituto de Radioterapia. A cápsula de pó azul brilhante contaminou 249 pessoas e causou a morte direta de quatro vítimas, incluindo a menina Leide das Neves. O caso exigiu a triagem de mais de 110 mil pessoas e deixou sequelas que Goiânia carrega até hoje.

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