Hospital onde parturiente teve a mão amputada após dar à luz afasta liderança regional médica
Gleice Kelly Silva, de 24 anos, perdeu o membro depois de ter complicações pós-parto em outubro do ano passado

O Hospital da Mulher Intermédica Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde Gleice Kelly da Silva, de 24 anos, teve mão e o punho esquerdos amputados após ter complicações pós-parto, informou, nesta quinta-feira (19) que afastou a "liderança regional médica" da unidade.
"Instaurou-se no Comitê de Ética Médica uma auditoria minuciosa sobre o quadro clínico e procedimentos realizados nos atendimentos feitos à paciente Gleice Kelly Gomes Silva, seguindo os processos internacionalmente conhecidos como Protocolo de Londres, considerados os mais rigorosos para apurações dessa natureza", informou por meio de nota.
O Hospital da Mulher Intermédica Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde Gleice Kelly da Silva, de 24 anos, teve mão e o punho esquerdos amputados após ter complicações pós-parto, informou, nesta quinta-feira (19) que afastou a "liderança regional médica" da unidade.
"Instaurou-se no Comitê de Ética Médica uma auditoria minuciosa sobre o quadro clínico e procedimentos realizados nos atendimentos feitos à paciente Gleice Kelly Gomes Silva, seguindo os processos internacionalmente conhecidos como Protocolo de Londres, considerados os mais rigorosos para apurações dessa natureza", informou por meio de nota.
Por fim, ainda lamentam pelo ocorrido com a paciente Gleice Kelly. "O hospital lamenta profundamente o sofrimento por que estão passando a paciente e sua família – e lhes dará todo suporte e acolhimento necessários. As demais denúncias agora apresentadas também serão apuradas com critério e rigor".
Reunião sem respostas
Nesta quarta-feira (18), Gleice Kelly e sua advogada, Monalisa Gagno, foram até a unidade de saúde, a convite da direção, para uma reunião três meses após a amputação. Porém, de acordo com Gagno, não houve qualquer resposta durante o encontro.
"A gente só deu informações, essa reunião foi unicamente para levantar as informações que o hospital não tinha até então", explicou.
A defensora contou também que a reunião não foi com a diretoria do hospital, como combinado, mas sim com uma mediadora de São Paulo.
"Tivemos uma reunião com uma pessoa que não era da Intermédica. Ela é uma funcionária da Câmara de Mediação de São Paulo, que foi contratada pela Intermédica para querer entender o que estava acontecendo. Não houve nenhum posicionamento da empresa. É como se eu estivesse falando como uma pessoa estranha", disse Monalisa.
Relembre o caso
Em outubro do ano passado, Gleice Kelly deu entrada no Hospital da Mulher Intermédica Jacarepaguá para dar à luz ao seu terceiro filho. Após o parto, ela teve uma hemorragia no útero. Com o objetivo de cessar o sangramento, foi colocado um acesso na mão esquerda da paciente que, dias depois, ficou roxa e inchada, levando a amputação do membro.
De acordo com Monalisa, até o momento, a vítima não recebeu nenhuma assistência ou explicação do hospital sobre o ocorrido. Meses depois da perda da mão, Gleice Kelly voltou a ter sangramento e precisou ser novamente internada na unidade de saúde. No local, foi descoberto que haviam esquecido uma parte da placenta dentro de seu útero e ela precisou passar por outro procedimento.
De acordo com Polícia Civil, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na 41ª DP (Tanque). Testemunhas estão sendo ouvidas e os documentos médicos foram requisitados para ajudar a esclarecer o caso.

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