Homem que apedrejou carro da PM e foi baleado tem prisão convertida em preventiva
Anderson Meneses Nunes ainda não passou por audiência de custódia por estar internado no Hugo. Defensoria pediu que a Justiça aguardasse a recuperação do acusado

O morador em situação de rua, Anderson Meneses Nunes, 27 anos, baleado por dois policiais na última quarta-feira (04), após jogar pedras contra a viatura da Polícia Militar e danificar outros vários carros, na Avenida Padre Wendel, na Vila São José, em Goiânia, teve a prisão convertida em preventiva até que passe pela audiência de custódia.
A audiência do acusado deveria ter acontecido na última quinta-feira (05), mas não ocorreu devido Anderson estar internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A Defensoria Pública (DPE-GO) solicitou que a audiência deve ser realizada somente após a recuperação do homem.
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Relembre o caso
De acordo com a ocorrência, moradores e demais populares que passavem pela Avenida 24 de outubro, no Setor Aeroviário, se assustaram com o homem jogando pedras e quebrando vidros de carros estacionados nas proximidades de uma praça da região. Um grupo correu atrás e tendou imobilizar, mas o acusado reagiu, conseguiu acertar um soco em um rapaz, que ficou com supercílios cortado.
Como não foi possível acalmá-lo, a população decidiu acionar a Polícia Militar (PM-GO). Os agentes iniciaram um cerco, já na na Avenida Padre Wendel, e o homem começou a atirar pedras na viatura. Os policiais deram dos tiros para tentar assustar e fazer se entregar, mas o acusado continuou, pegou um cavalete de metal em uma fábrica de telas e jogou no veículo da polícia.
Dois policiais desceram da viatura e atiraram cerca de 14 vezes. O homem foi atingido nos braços, no abdômem, caiu ferido e só assim foi detido.
Os PMs acionaram o Corpo de Bombeiros, o homem recebeu atendimento de primeiros socorros e foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), onde ficou sob cuidados médicos.
De acordo com a unidade de saúde, ele respira sem a ajuda de aparelhos e o estado de saúde é considerado regular.
Segundo a polícia, não é a primeira vez que esse rapaz cria tumulto e confusão nas ruas da Capital. No ano passado, nos meses de novembro e dezembro ele foi preso completamente nu causando tumulto semelhante a esse. A diferença é que desta vez o homem parecia estar mais transtornado e os policiais, no momento da ação, atiraram para conseguir deter.
A ação dos policiais tem sido muito criticada, já que o fato de atirar 14 vezes contra o homem que, supostamente sofre de transtorno mental, tem sido apontada como ´"excessiva" e despreparada, já que os tiros poderiam ter matado e/ou atingido algum cidadão ali na região.Os PMs foram afastados do trabalho, e a ciscunstâncias da ação investigadas pela Instituição Militar.

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