Greve dos administrativos da Educação de Goiânia é mantida
Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que “avalia com responsabilidade fiscal, orçamentária e técnica as demandas apresentadas pelos profissionais administrativos da educação, e segue em diálogo com a categoria”

A greve dos servidores administrativos da Educação de Goiânia foi mantida, por unanimidade, após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (4), em frente a Câmara Municipal. A paralisação começou na segunda-feira (2). As reivindicações da categoria são em relação a equiparação do auxílio locomoção, atualização do plano de carreira e data-base.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), também mobilizou dezenas de profissionais ao plenário da Câmara para acompanhar a tramitação do Projeto de Lei nº 300/2023, que prorroga os contratos temporários de servidores da Educação até o fim deste ano. Mesmo com protestos, a proposta foi aprovado em primeira votação.
Segundo os grevistas, desde que a greve foi deliberada, não houve proposta concreta por parte do Paço Municipal, para que a categoria apreciasse. “Os Administrativos reafirmam seu compromisso com a luta para que a Prefeitura, possa de verdade, apresentar uma proposta condizente”, afirmou Bia de Lima, deputada estadual e presidente do Sintego.
Uma nova assembleia dos administrativos da Educação de Goiânia, foi marcada para a próxima sexta-feira (6), às 9h, novamente em frente à Câmara Municipal. Até lá, a greve continua em boa parte das unidades educacionais da rede municipal de ensino.
Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que “avalia com responsabilidade fiscal, orçamentária e técnica as demandas apresentadas pelos profissionais administrativos da educação, e segue em diálogo com a categoria”. Afirma também que “em decorrência da queda dos repasses do governo federal, as projeções apontam menor arrecadação dos municípios em todo País, o que prejudica o equilíbrio financeiro, além de impactar no limite prudencial de despesa com pessoal estabelecido em lei”, diz o texto.
A gestão ainda afirma que “uma paralisação pode afetar estudantes, interferindo no processo de ensino-aprendizagem no momento em que estão recuperando as aprendizagens perdidas na pandemia, e suas famílias, que dependem do acolhimento das unidades de ensino para que possam desenvolver suas atividades diárias”, enfatiza trecho da nota.

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