Goiás tem reajuste de R$ 0,47 e segue com a gasolina mais cara do Brasil
A retomada dos impostos federais sobre os combustíveis, considerados não essenciais, como gasolina e etanol, a partir de 1º de março, foi sentida no dia seguinte ao anúncio feito pelo Governo Federal

A retomada dos impostos federais sobre os combustíveis, considerados não essenciais, como gasolina e etanol, a partir de 1º de março, foi sentida no dia seguinte ao anúncio feito pelo Governo Federal pelos motoristas de todo Brasil, mas especialmente os goianos, já que o estado teve o maior “reajuste”, R$ 0,47, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ainda segundo o levantamento feito pela ANP entre os dias 26 de fevereiro e 4 de março, última semana fechada, Goiás segue com a gasolina mais cara do Brasil, com preço médio de R$ 5,87.
Já o etanol em Goiás segue na média de R$ 4,27 e o gás de cozinha, botijão de 13kg, R$ 110,53.
Os reflexos da retomada desses impostos significam reoneração na gasolina de R$ 0,47 e no etanol, de R$ 0,02. Aumento de cerca de R$ 0,25 direto na bomba de gasolina. A diferença se deve ao fato de o reajuste ser anunciado no mesmo momento em que a Petrobras divulgou redução de R$ 0,13 no combustível.
E ainda como a gasolina vendida no Brasil tem cerca de 27% de etanol em sua composição foi possível jogar esse aumento de R$ 0,34 para R$ 0,25. Assim, o governo tentou achar um meio-termo para voltar a cobrar o imposto, mas com um aumento menor que o previsto.
Investigação sobre preço abusivo
A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deu o prazo de cinco dias para que entidades de defesa do consumidor, entre elas os Procons, repassem informações sobre ocorrências de práticas abusivas nos preços de postos de combustível.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, essas práticas abusivas podem ser desde cartéis, que é a padronização de preços mais altos em regiões, a até uma maior discrepância entre os preços de uma mesma localidade. O objetivo do Senacon é reunir essas informações para verificar se há crimes contra o consumidor em alguma parte da cadeia de combustível.
“Agora nós temos uma mudança de regulação com a parcial remuneração da cadeia, mas isso não enseja reajustes abusivos”, defendeu Dino na manhã desta quinta-feira (2), em reunião com representantes de órgãos de defesa do consumidor de todo o país.
Segundo Dino, desde janeiro, a Senacon tem feito um acompanhamento dos preços dos combustíveis. Um inquérito foi aberto para apurar um aumento sem justificativa que ocorreu em alguns postos, logo no início do governo.
O prazo de 5 dias será informado nesta quinta em reunião no Palácio da Justiça, em Brasília, onde estão presentes representantes de entidades de defesa do consumidor para a 29ª reunião ordinária do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Estão presentes na reunião o secretário Nacional do Consumidor, ex-deputado Wadih Damous, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, que vai dar uma palestra sobre superendividamento.
Além da pauta dos combustíveis, o outro ponto principal de discussão da reunião é uma solução para o superendividamento da população, com a facilitação de renegociações de dívidas.

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