Goiás bate recorde e se torna polo de turismo estrangeiro de negócios
"Pirenópolis é o destino complementar de valor histórico e cultural", afirma presidente da Embratur

O recorde histórico de turistas internacionais registrado pelo Brasil em 2025 reforça o posicionamento de Goiás como um destino emergente no turismo de negócios, segundo avaliação do presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Em entrevista ao Jornal Opção, ele destacou que o estado integra as estratégias nacionais de promoção turística e tem potencial para atrair eventos internacionais ligados aos setores do agronegócio, da saúde e da tecnologia.
De acordo com Freixo, Goiás acompanha o movimento de crescimento do turismo internacional no país. “Goiás vem se afirmando como destino emergente no turismo internacional de negócios, com Goiânia atuando como polo técnico-institucional e Pirenópolis como destino complementar de valor histórico e cultural”, afirmou.
Dados da Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA) mostram que, entre 2015 e 2024, Goiânia sediou nove eventos internacionais, enquanto Pirenópolis recebeu outros cinco. Esses encontros atraíram um público estrangeiro considerado qualificado e com alto gasto médio, perfil estratégico para a economia local.
O cenário positivo ocorre em meio a um marco nacional. A poucos dias do fim de 2025, o Brasil alcançou 9 milhões de turistas estrangeiros, número 30% superior à estimativa do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027, que previa 6,9 milhões de visitantes. A marca foi celebrada pela Embratur em evento realizado no Turistômetro, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Para Freixo, o resultado confirma o reposicionamento do Brasil no cenário global. “Alcançar 9 milhões de turistas internacionais mostra que o Brasil voltou definitivamente ao mapa do turismo mundial. É um número histórico, que gera emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do país”, disse.
O presidente da Embratur também ressaltou a importância do turismo de reuniões, incentivos, congressos e exposições (MICE) para o desempenho alcançado. Segundo ele, o segmento responde por cerca de 49% dos turistas internacionais que visitam o país e contribui para reduzir a sazonalidade do setor, além de elevar o gasto médio dos visitantes, que pode ser até três vezes maior do que o do turismo de lazer.
O crescimento é atribuído a ações de promoção internacional, participação do Brasil em grandes feiras globais e parcerias estratégicas com entidades do setor. Como reflexo desse trabalho, o país avançou para a 15ª posição no ranking mundial da ICCA, com 42 cidades brasileiras aptas a sediar eventos internacionais. Para Freixo, esse avanço reforça a estratégia de descentralização do turismo e amplia as oportunidades para estados fora do eixo tradicional, como Goiás.

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