Goianos acabam com estoque de pamonha durante frio e vira destaque nacional
Goiânia teve a menor temperatura em 45 anos. Algumas pamonharias que faziam, em média, 300 unidades por dia, chegaram a produzir mil, mas ainda faltou produto no mercado.

Que goiano gosta de pamonha isso não é segredo, mas as baixas temperaturas dos últimos dias causaram uma verdadeira correria ao comércio, sendo que muitos empresários não conseguiram dar conta de suprir a demanda e faltou a iguaria nos estabelecimentos. Link para assistir à reportagem no final do texto
“Foram quatro remessas de pamonha saindo do fogo, e o pessoal pegando, levando, e o pessoal bravo. A gente teve que fechar as portas, porque foi muita correria. Eles falavam: 'Chega na pamonharia e não tem pamonha? Igual chegar na padaria e não ter pão'”, afirma a comerciante Jéssica Damas Rodrigues.
A repercussão da escassez do produto foi tanta que virou destaque do jornal de maior audiência no país, o JN, da TV Globo.
De acordo com a reportagem, as pamonharias produzem, em média, 300 unidades por dia, mas o frio fez as vendas triplicarem.
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“Para matar o frio, só uma pamonha. Não tem hora. Com o frio, qualquer hora. E principalmente essa pamonha da feira”, define o professor Marcelo Hugo. Mas será que a pamonha aquece mesmo? “A pamonha é um alimento extremamente rico, rico em energia. Dependendo do tipo de pamonha que você for comer, ela pode representar 40%, 50%, da necessidade energética de um indivíduo. Isso gera um sentimento de bem-estar, de prazer e aquece o coração. Se comer demais, vai esquentar a balança também”, explica a nutricionista Flávia Corgosinho, da UFG.
Porém, o frio é apenas um pretexto para que os goianos comam ainda mais o alimento, pois, em dias normais de calor, consomem pelo menos 12,7 mil toneladas de milho-verde por ano.
As pamonhas aquecem o corpo e também a economia em Goiás.
“Minhas colegas de trabalho falam: ‘Isabela, fala de outra coisa’. Porque meu assunto é: ‘Que vontade de comer uma pamonha’”, diverte-se a enfermeira Isabela Barros.

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