Goiânia tem a menor taxa de obesidade do país, mas está entre as capitais com maior consumo de "álcool"
Segundo o levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), a prevalência da obesidade em Goiânia foi de 14,9%. No Brasil, a média nacional é de 21,5%.

Levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), publicado nesta semana, apontou que Goiânia é a Capital com menor taxa de obesidade do país. Em contrapartida, tem um dos maiores consumos de álcool do Brasil.
A informação foi divulgada na pesquisa "Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes no Vigitel", realizada por meio de dados colhidos pelo Ministério da Saúde em 2020.
Segundo o levantamento, a prevalência da obesidade em Goiânia foi de 14,9%. No Brasil, a média nacional é de 21,5%. A pesquisa ainda apontou que a Capital também se coloca abaixo das médias nacionais de incidência de hipertensão e diabetes, que são, respectivamente, 25,2% e 8,2%. Em Goiânia, os índices são de 23,7% e 6,5%.
De acordo com o IEPS, as observações apontam prevalência de diabetes e hipertensão nas capitais do Sul, Sudeste e Nordeste, enquanto a obesidade ficou espalhada em Manaus (AM), Cuiabá (MT) e Rio de Janeiro (RJ). Ainda, que, em 2020, 16 capitais ficaram com índices acima de 20% em relação à obesidade.
Doenças crônicas
No relatório, o Instituto chamou a atenção para o fato de que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) representam um grande problema de saúde no Brasil, e são responsáveis por 71% das mortes no mundo, o equivalente a 41 milhões de mortes por ano.
Dessa forma, o Ministério da Saúde monitora a prevalência de algumas dessas doenças por meio do Vigitel. Se enquadram como DCNTs a hipertensão arterial, a diabetes e a obesidade, por exemplo.
Alguns fatores de risco comportamental que contribuem para as doenças também são monitorados. Segundo a pesquisa, em relação à inatividade física, por exemplo, Goiânia figura em 9º no ranking, com prevalência de 15,2%. A taxa é acima da média nacional, de 14,9%.
Já em relação ao consumo abusivo de álcool, a capital fica em terceiro lugar no ranking, com incidência em 24,6% da população, muito acima dos 20,9% de média nacional. No entanto, quanto aos alimentos ultraprocessados, a Capital é a segunda com menor consumo (7,1%). A média nacional é de 12,2%.

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