A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), mantém a Casa Abrigo Sempre Viva, um serviço essencial no enfrentamento à violência contra as mulheres. Com endereço mantido em sigilo por questões de segurança, o local acolhe mulheres em situação de risco, juntamente com seus filhos, garantindo proteção integral e atendimento especializado.
Vinculada à Superintendência de Políticas para Mulheres, a Casa Abrigo integra a rede de proteção do município, atuando de forma estratégica no encaminhamento e no acompanhamento contínuo das vítimas. O acesso ao serviço ocorre por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, após avaliação de risco e concessão de medida protetiva.
A titular da Semasdh, Erizania Freitas, destaca a relevância do espaço. “A Casa Abrigo Sempre Viva é um espaço de proteção e recomeço. Mais do que acolher, nós garantimos que essas mulheres tenham acesso a uma rede de apoio que possibilite reconstruir suas vidas com dignidade e segurança”, afirma.
A superintendente de Políticas para Mulheres, Fabrícia Chagas, reforça a importância da atuação integrada. “Esse serviço é fundamental dentro da rede de proteção, pois assegura não apenas a integridade física, mas também o acompanhamento psicológico, jurídico e social. Nosso objetivo é romper o ciclo da violência e promover autonomia para essas mulheres”, pontua.
Durante o período de acolhimento, que pode durar até 90 dias — com possibilidade de prorrogação conforme avaliação da equipe técnica —, as assistidas recebem atendimento interdisciplinar, com foco na saúde emocional, orientação jurídica e apoio social. Além disso, são encaminhadas para serviços de saúde, capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho e acesso à moradia, fortalecendo a reconstrução de suas trajetórias.
A Prefeitura também reforça a importância dos canais de denúncia como porta de entrada para a rede de proteção. Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, ou pelo 190, em situações de emergência.