Goiânia é a Capital com maior taxa de ocupação de leitos UTI-covid do Brasil
Boletim foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Observatório Covid-19, nessa quarta-feira (12).

Boletim extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nessa quarta-feira (12), coloca Goiânia como a Capital com a situação mais crítica em relação à taxa à ocupação de leitos UTI-covid do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo país.
Segundo a instituição, Goiânia tem 94% dos leitos UTI-covid ocupados, seguida por Fortaleza, 88%, Belo Horizonte, 84%, e Recife, 80%, todas em situação “crítica”.
A análise, com base no comparativo de registros obtidos em 20 de dezembro de 2021 e dados relativos a 5 de janeiro de 2022, mostra que o momento atual, que conta com o crescimento rápido de casos da variante ômicron, teve esse cenário epidemiológico desenhado pela maior circulação de pessoas durante as festas de fim de ano.
Entre os estados, de Pernambuco, com taxa de ocupação de 82% está na zona de alerta crítico. Já o Pará, com 71%; Tocantins, 61%; Piauí, 66%; Ceará, 68%; Bahia, 63%; Espírito Santo, 71%; Goiás, 67% e o Distrito Federal, 74%, são classificados na zona de alerta intermediário.
O boletim ainda aponta as Capitais em zona de alerta intermediário: Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%).
Também se sublinha um “estranhamento” frente às taxas do estado do Rio de Janeiro e sua Capital, que se mantêm relativamente estáveis em níveis muito inferiores àqueles observados nos demais estados do país.
A análise destaca, ainda, a necessidade de acesso, transparência e divulgação das bases de dados e informações para produção de evidências que permitam, por exemplo, indicar o isolamento de pessoas infectadas, restringir contatos, bem como apontar tendências da pandemia, por meio de alertas precoces.
O boletim destaca que, além da nova variante Ômicron - caracterizada até o momento por sua alta taxa de transmissão e baixa letalidade - que vem rapidamente se disseminando no país, o cenário atual conta com uma epidemia de influenza pelo vírus H3N2.
“O enfrentamento de uma pandemia sem os dados básicos e fundamentais pode ser comparado a dirigir um carro em um nevoeiro, com pouca visibilidade e sem saber o que se pode encontrar adiante. Além disso, vai na contramão de outros países, que passaram a produzir e disponibilizar dados de modo público e transparente para melhor compreender e enfrentar a dinâmica da Covid-19”, ressaltam os pesquisadores da Fiocruz.

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