Goiana é acusada de tentativa de sequestro e presa na Espanha
Maísa, sua mãe e sua irmã mais nova deixaram a cidade de Itapuranga há seis anos em busca de uma vida melhor em Oviedo

Garçonete goiana, de Itapuranga (163 km da Capital), Maísa da Rocha, 23 anos, denuncia ter sido presa na cidade de Oviedo, na Espanha, após ser confundida com uma suposta sequestradora. Ela relata que passou quatro dias detida e acredita que tenha sido "confundida" devido à cor de seu cabelo ruivo.
"Estou traumatizada, dá até vontade de ir logo embora. A gente vem para cá em busca de melhorar a vida e acontece isso", desabafa Maísa.
Maísa, sua mãe e sua irmã mais nova deixaram a cidade de Itapuranga há seis anos em busca de uma vida melhor em Oviedo. No entanto, tudo mudou em outubro, quando ocorreu o incidente.
A jovem relata que uma mulher procurou a polícia para denunciar que uma "ruiva", branca e magra havia tentado sequestrar seu neto em uma praça próxima à residência de Maísa. A polícia iniciou as buscas e começou a reunir fotos de mulheres com essas características. Foi então que Maísa foi reconhecida, segundo ela, por engano.
"A avó da criança foi quem denunciou. Depois, a mãe da criança, que nem estava lá, disse que fui eu. Depois, uma mulher que tem um estabelecimento aqui perto ligou para a mãe da criança e disse que tinha sido eu", relata.
No dia 7 de outubro, Maísa foi abordada pela polícia ao sair do trabalho e questionada sobre a suposta tentativa de sequestro. Ela negou qualquer envolvimento no crime.
"A tentativa de sequestro ocorreu às 17h30, horário em que eu estava me arrumando para ir trabalhar. Mostrei a ele vídeos que tinha feito com minha irmã no TikTok naquele horário", conta.
Mesmo apresentando evidências, Maísa foi presa. Ela passou três dias em uma delegacia e, posteriormente, foi transferida para o presídio, onde permaneceu por mais um dia.
O equívoco só foi descoberto e ela foi libertada após uma jovem ruiva procurar a polícia e afirmar que havia se encontrado com a avó da criança supostamente vítima de sequestro.
"A garota que realmente teve uma discussão com essa senhora, que tem o cabelo da mesma cor que o meu, contou para a mãe dela que foi ela quem brigou com a senhora. Elas foram até a polícia e disseram a verdade, que ela havia discutido com a senhora, mas não tinha a intenção de levar a criança, apenas estava chamando-o para brincar", relata Maísa.
Maísa acabou perdendo o emprego e agora luta para recomeçar. Ela contratou advogados e pretende processar o estado por conta da prisão.

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