Goiana descobre estar grávida de siameses; médico avalia cirurgia de separação
A mãe está no sexto mês de gestação. Apesar do caso ser raro, as chances de uma cirurgia bem sucedida são boas, já que os bêbes não estão unidos por órgãos vitais

Andressa Vaz da Silva, de 23 anos, e o esposo, Luan Freitas de Godoi, de 24, tiveram uma sequência de surpresas nos últimos dias. Primeiro descobriram a segunda gravidez do casal, logo em seguida, souberam que esperam gêmeos e por meio de exames, receberam a notícia de que os bebês são siameses, ou seja, estão unidos. Neste caso, a conjugação se dá pela parte de baixo da coluna cervical.
De acordo com Andressa, que está no sexto mês de gestação (26 semanas), descobriu a condição no terceiro mês. “Foi um baque para todo mundo. Não sabíamos por onde estava ‘grudado’ ou se envolvia órgãos. Mas com o tempo, os médicos foram explicando e assim fomos tranquilizando”, disse a mãe, que já tem uma filha de um ano e meio.
A família é de Piracanjuba (86 km de Goiânia) e veio à Capital nesta segunda-feira (17) para realizar exames no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (HECAD). O caso já é acompanhado pelo cirurgião pediátrico, Zacharias Calil, que tem no currículo, diversas cirurgias para separação de gêmeos conjugados. Segundo ele, felizmente os dois meninos não estão unidos por nenhum órgão vital, como rins, fígado ou intestino.
“Eles estão unidos pela parte baixa da bacia, por assim dizer, pelo osso sacro. As nádegas também, a gente não sabe se elas estão coladas. Isso é um fator complicador porque precisa ter pele suficiente para separar e fazer o fechamento. Mas após o nascimento, a equipe vai ser formada”, disse Calil. Para o experiente médico, o procedimento para sepração dos gêmeos deve ser mais simples que o das irmãs Valentina e Eloá, por exemplo.
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Cirurgia de separação
Zacharias Calil ressaltou que o processo até uma possível cirurgia é lento. Antes da separação, uma bateria de exames e avaliações precisa ser feita para análise da condição clínica dos irmãos José Randolfo e José Neto. Os nomes foram revelados pela mãe ao G5 News.
“Agora ela vai ser acompanhada, vamos aguardar o término da gravidez, mas pela nossa experiência esses pacientes não chegam a 36 semanas, entram em trabalho de parto, geralmente com 34 ou 35 semanas. Após o nascimento, a gente vai fazer os exames necessários para ver a possibilidade de separação”, explicou o médico.
Separação após o nascimento se daria apenas em caso de emergência, quando a vida de um ou dos dois é colocada em risco. “Se for uma emergência colocando em risco de morte, a gente tem que fazer a separação imediata”, concluiu o médico. Além de realizar exames no Hecad, Andressa também recebe acompanhamento do Hospital da Mulher (Hemu), em Goiânia.

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