Geddel é citado em delação sobre propina
Ex-ministro nega envolvimento em esquema de corrupção envolvendo facção criminosa.
A delação de uma ex-diretora de prisão na Bahia implicou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) em um esquema de propina que facilitou a fuga de presos. Segundo a delatora, Joneuma Silva Neres, o pagamento de R$ 2 milhões foi negociado para a soltura de 16 traficantes da facção PCE, ligada ao Comando Vermelho.
O depoimento de Joneuma foi feito no âmbito da Operação Duas Rosas, que investiga conexões entre políticos baianos e organizações criminosas. Ela afirmou que o ex-deputado Uldurico Júnior (PSDB), que indicou seu cargo, teria comunicado que a quantia seria dividida entre ele e Geddel.
Geddel repudiou as declarações e negou conhecer Joneuma. Em sua defesa, afirmou que seu nome foi utilizado indevidamente em um diálogo entre criminosos. Ele alegou que a utilização de seu nome serviu para dar a Uldurico uma aparência de influência e proteção, o que é uma prática comum em situações desse tipo.
A defesa de Uldurico também contestou as acusações, afirmando que são infundadas e que o ex-deputado provará sua inocência. Em nota, classificou a delação como uma perseguição política, destacando o contexto eleitoral do momento.
A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia, que supervisiona o sistema prisional, é dirigida por José Castro, advogado indicado pelo MDB. A relação do partido com a operação é um ponto de atenção, considerando a gravidade das alegações.
A investigação continua em andamento. O caso não apenas envolve figuras políticas, mas também levanta questões sobre a segurança e a corrupção no sistema penitenciário baiano.

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