Gayer montou OSCIP administrada por crianças de 1 a 9 anos, diz PF
Em resposta às acusações, o deputado negou envolvimento nas irregularidades e disse que as crianças na diretoria se referem a um conselho anterior, datado de 2003, e não ao conselho atual da organização.

A Polícia Federal (PF) afirma que o suposto esquema envolvendo o deputado federal Gustavo Gayer (PL) apontam para a aquisição irregular de uma associação e tentativas de transformá-la em uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com o objetivo de receber verbas de emendas parlamentares.
O que chama atenção é que a organização montada por Gayer, segundo a denúncia, era comandada por crianças. O presidente, por exemplo, tinha apenas 8 anos de idade, enquanto o vice-presidente tinha 9 anos e tesoureiro 6.
De acordo com as apurações da PF, a compra da organização teria sido realizada pelo assessor do deputado, João Paulo de Souza Cavalcante. Documentos bancários anexados ao processo mostram dois pagamentos via PIX, cada um no valor de R$ 3.000, totalizando R$ 6.000.
As investigações levantaram suspeitas de que o grupo liderado pelo deputado Gayer teria simulado contratos para que a entidade obtivesse as certificações necessárias para se tornar uma OSCIP. Esse status permitiria à organização receber recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Em resposta às acusações, o deputado Gustavo Gayer negou envolvimento nas irregularidades. Ele afirmou que as informações sobre as crianças na diretoria se referem a um conselho anterior, datado de 2003, e não ao conselho atual da organização. O deputado também declarou que a verba que ele pretendia destinar à entidade nem chegou a ser efetivamente alocada.

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