Fundahc alega dívida de R$ 148 milhões e maternidades "suspendem" atendimentos; prefeitura afirma repasses em dia
Secretaria de Saúde de Goiânia se manifestou afirmando que os repasses deste ano estão em dia, totalizando já R$ 103 milhões. Destaca que o repasse referente a julho nos próximos dias

A "suposta" dívida milionária da Prefeitura de Goiânia com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) gerou um impacto significativo no funcionamento de três maternidades públicas da capital. Devido a uma dívida acumulada, segundo a Fundação, de R$ 148 milhões, os atendimentos foram parcialmente suspensos, restringindo-se apenas aos casos considerados graves.
As unidades afetadas incluem as maternidades Nascer Cidadão, Dona Iris e Célia Câmara. A falta de suprimento básico, como soro e agulhas, foi uma das denúncias de pacientes e funcionários, resultando em um cenário alarmante, onde algumas mães que buscavam atendimento na unidade Nascer Cidadão da região noroeste da cidade foram obrigadas a retornar para casa sem serem atendidas.
Desde as primeiras horas da manhã, um comunicado oficial informou que apenas casos de urgência seriam recebidos, reiterando a gravidade da situação imposta pela dívida entre a Prefeitura e a Fundahc. Este cenário já fora vivenciado anteriormente e reflete uma persistente crise financeira.
Funcionários das maternidades, que preferiram não se identificar, relataram que além dos atrasos salariais, não há materiais básicos para tratamento. A alimentação dos empregados também foi impactada significativamente, com a ausência de itens essenciais como carne e feijão.
As gestantes, não enquadradas em situações críticas, foram orientadas a buscar atendimento em Unidades Básicas de Saúde ou em maternidades de cidades próximas, como Aparecida, além da maternidade estadual Nossa Senhora de Lourdes, situada em Goiânia.
No ano anterior, uma situação semelhante foi enfrentada. De acordo com o contrato vigente na época, a fundação deveria receber R$ 20 milhões mensais, porém, confrontou-se com um corte de 40%, reduzindo o valor para pouco mais de R$ 12 milhões por mês. A Secretaria de Saúde de Goiânia reitera que esses valores estão sendo repassados pontualmente.
Posicionamento das Autoridades
A Secretaria de Saúde de Goiânia se manifestou afirmando que os repasses deste ano estão em dia, totalizando já R$ 103 milhões. Destaca que o repasse referente a julho está programado para os próximos dias e que não há pendências financeiras correntes, responsabilizando a Fundahc pela gestão dos recursos alocados.
Enquanto isso, a Fundahc argumenta que está em contínua negociação com a Prefeitura de Goiânia em busca de soluções que viabilizem a retomada completa dos atendimentos nas maternidades municipais.

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