Funcionários denunciam prefeitura por falta de medicamentos em UPAs da Capital
Prefeitura assume estoques reduzidos de medicamentos, mas nega desabastecimento.

Profissionais de saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Goiânia denunciaram ao Ministério Público (MP) a falta de insumos e medicação básica, como algodão, gaze, soro e dipirona, entre outros. O problema tem afetado o atendimento e tratamento de pacientes que buscam as unidades.
Os servidores que realizaram a denúncia afirmam que o desabastecimento de insumos e medicação essencial acontece desde o início do ano nas UPAs da Capital.
“Tá uma situação muito complicada nas unidades de urgência e emergência de Goiânia, porque tá faltando vários itens de medicamentos e insumos na Secretaria Municipal de Saúde. Pacientes que vêm com determinadas doenças, com dores e que não tem a medicação pra ser feita”, explica um profissional.
O estoque de soro, ainda segundo a denúncia, atende a demanda de apenas 4 dias na rotina da unidade.
“Tem que atender o paciente e não tenho medicamento para tratar a dor, a doença desse paciente. É uma situação muito crítica que a Secretaria Municipal de Saúde precisa resolver”, expõe outro profissional.
A denúncia encaminhada ao Ministério Público aponta que quase 30 tipos de remédios estão em falta, entre eles, vitaminas, soro, antibióticos, comprimidos para dor, controle de hipertensão, asma e bronquite.
A denúncia foi encaminhada à Prefeitura da Capital com relatórios descrevendo tudo o que está em falta e pedindo “urgência” no reabastecimento dos itens, que são primordiais ao atendimento da população.
Em resposta, o Executivo explicou que “o desabastecimento é culpa da baixa disponibilidade ou falta de oferta nos mercados nacional e internacional, interrupção da fabricação ou alteração/diminuição na linha de produção”. A prefeitura ainda responsabilizou a “burocracia” dos processos licitatórios pela demora na aquisição dos itens.
Outro argumento é que alguns remédios solicitados não fazem parte da lista de medicação essencial do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por fim, a Secretária Municipal de Saúde esclarece que, apesar de alguns medicamentos apresentarem estoques reduzidos, não há falta de nenhuma medicação nas unidades de saúde da Capital e os pacientes não ficaram desassistidos em nenhum momento.
Veja nota na íntegra
“Apesar de determinados medicamentos apresentarem estoque reduzido em alguns momentos, não há falta deles nas unidades de saúde do município, portanto os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam sendo assistidos. A pasta pontua que com a pandemia, a demanda por certos medicamentos aumentou, houve escassez de matéria-prima e as empresas que venceram as licitações têm encontrado problema para entregar aos municípios, mas o município tem realizado compras emergenciais para evitar a falta de remédios
Muitas vezes, a reclamação é gerada por medicamentos que não fazem parte da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume), mas quando isso acontece, o médico prescreve outros medicamentos que possuem a mesma indicação para o tratamento dos pacientes”.

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