Filho de Valério Luiz: ‘Já tivemos adiamentos por todas as razões possíveis e imagináveis’
Denúncia afirma que o crime foi motivado por críticas constantes do radialista à diretoria do Atlético-GO, do qual Maurício Sampaio, apontado como mandante da execução, era vice-presidente à época.

O filho do radialista Valério Luiz, assassinado há dez anos, espera que o julgamento dos acusados do crime sejam julgados nesta segunda-feira (7), após quatro adiamentos. Valério Luiz Filho, que também atua como assistente da acusação, disse que já foram tentadas diversas manobras jurídicas para que a sessão não ocorra, mas todas elas foram negadas.
“A expectativa é para que, dessa vez, de fato, ocorra. Já tivemos adiamentos por todas as razões possíveis e imagináveis”, disse.
Entre os motivos para o adiamento dos júris anteriores estão um jurado ter passado mal e até o abandono de advogados dos réus do plenário.
“Se eles quiserem fazer qualquer manobra no que diz respeito à troca de advogados, advogado abandonar o plenário, dessa vez a Defensoria Pública está intimada para assumir o caso imediatamente. Eu confio que o Tribunal de Justiça tenha tomado as precauções e melhorias para garantir a incomunicabilidade dos jurados para que não ocorra, de novo, o que aconteceu da última vez”, completou Valério Luiz Filho.
Valério Luiz foi morto a tiros, aos 49 anos, quando saía da rádio em que trabalhava, em 5 de julho de 2012. Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, à época, o assassinato foi motivado pelas críticas constantes de Valério Luiz ao Atlético-GO, time que Maurício Sampaio era vice-presidente.
Valério Luiz Filho acredita que existam provas suficientes para a condenação dos réus. “Sou eu sozinho, com o Ministério Público, claro, mas contra três escritórios de advocacia por conta dos acusados, especialmente do mandante. Se a gente não tivesse um arcabouço forte de provas, a gente nunca teria chegado até aqui”, finalizou.
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Acusados de matar o radialista Valério Luiz — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Adiamentos
23 de junho de 2020: O júri foi adiado pela primeira vez em razão da pandemia de Covid-19. A suspensão de todos os julgamentos foi uma determinação do Conselho Nacional de Justiça.
14 de março de 2022: O advogado que defendia Maurício Sampaio deixou o caso. Com isso, foi necessário adiar o julgamento para que um novo defensor fosse nomeado e tomasse conhecimento do caso.
2 de maio de 2022: Os advogados de Maurício Sampaio abandonaram o plenário alegando que o juiz Lourival Machado não era imparcial para presidir a sessão. Os recursos apresentados sobre esse fato foram todos negados.
14 de junho de 2022: Um jurado passou mal no segundo dia de julgamento e, com isso, o júri foi dissolvido.
Veja as acusações:
Maurício Sampaio, apontado como mandante;
Urbano de Carvalho Malta, acusado de contratar o policial militar Ademá Figueiredo para cometer o homicídio contra o radialista;
Ademá Figueiredo Aguiar Filho, apontado como autor dos disparos que mataram Valério;
Marcus Vinícius Pereira Xavier, que teria ajudado os demais a planejar o homicídio do radialista;
Djalma Gomes da Silva, que teria ajudado no planejamento do assassinato e também atrapalhado as investigações.
Fonte: G1 Goiás

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