Filho de empresário, que atropelou e matou vigilante com uma Mercedes, volta para cadeia
Juízes e desembargadores analisaram novamente o inquérito a pedido do MP. Houve uma votação entre os magistrados e a maioria entendeu que o investigado deve responder o processo preso.

Filho de Empresário em Goiânia, Antônio Scelzi Netto, 25 anos, volta para cadeia no fim da manhã desta quarta-feira (24). Ele é investigado de dirigir bêbado uma Mercedes, atropelar e matar vigilante Clenilton Lemes Correia, 38 anos, em um “acidente” na GO-020, próximo ao Alphaville Flamboyant, na Capital, nas primeiras horas do dia 9 de junho, um domingo.
O Ministério Público (MP) entrou com novo pedido na Justiça para que o caso fosse reavaliado. Juízes e desembargadores analisaram o inquérito do crime. Houve uma votação entre os magistrados e a maioria entendeu que o investigado deve responder o processo preso.
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça e cumprido pela Polícia Militar. Os agentes seguiram ao endereço de Antônio Scelzi Netto, que estava em casa, acompanhado do advogado, e o encaminharam de volta ao Complexo Prisional de Aparecida.
“Com efeito, a gravidade do crime, por si só, não é motivo para manter o agente no cárcere antes do trânsito e julgado. Todavia, a morte da vítima, de apenas 39 anos de idade, que estava a caminho do trabalho, assumiu especial importância em razão das circunstâncias do crime de madrugada, com embriaguez, omissão de socorro, fuga para esconder o veículo recusa de realizar exame de alcoolemia”, justificou os magistrados em trecho da decisão.
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O atropelamento fatal aconteceu no dia 9 de junho. No dia seguinte, 10 de junho, o acusado passou por audiência de custódia, quando a juíza Ana Cláudia Veloso converteu a prisão em flagrante para preventiva, suspendeu seu direito de dirigir por quatro anos e justificou que o investigado não sabe o que é respeito pela lei.
Porém, no dia 11 de junho, quando Antônio Scelzi Netto já estava nas instalações do Complexo Prisional de Aparecida, passando pela triagem, inclusive com o cabelo raspado, o desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Ivo Favaro acatou pedido de Habeas Corpus da defesa e revogou a decisão da Juíza Ana Cláudia Veloso e determino a soltura do acusado.
Ivo determinou que Antônio Netto responda ao processo em liberdade, mas cumpra medidas cautelares como não sair da cidade, não se envolver em outros crimes. Ele também está proibido de dirigir por quatro anos.
Para justificar decisão de soltura, Ivo Favaro argumenta que "não, ainda, está comprovada a intenção dolosa e sim culposa", ou seja, para o magistrado ainda não se pode confirmar a intenção de matar de Antônio Netto e, por isso, determinou que o acusado responda em liberdade ao processo.
Solto desde então, Antônio Netto volta para o presídio de Aparecida nesta quarta-feira (24), após nova intervenção do Ministério Público e voto da maioria dos magistrados em audiência no TJGO.

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