Fazendeiros de Goiás são flagrados "escravizando" 77 trabalhadores
Os acusados foram multados e terão de assinar a carteira das vítimas, além de pagar salários e todos os direitos atrasados - valor que, segundo os investigadores, pode chegar a quase R$ 4 milhões.

Investigadores de uma força-tarefa realizou uma operação nacional que libertou centenas de brasileiros que trabalhavam em situação semelhante à de escravidão. Somente em duas fazendas de Goiás, os servidores libertaram 77 pessoas que viviam em condições insalubres para trabalhar na colheita de palha para fabricação de cigarros.
Os fazendeiros, que não tiveram os nomes revelados, foram multados e terão de assinar a carteira dos trabalhadores, além de pagar os salários e todos os direitos atrasados - valor que, segundo os investigadores, pode chegar a quase R$ 4 milhões.
E eles ainda devem responder a um processo na Justiça pelo crime.
Cada um dos trabalhadores resgatados vai receber três parcelas do seguro-desemprego especial, criado para esses casos, no valor de um salário mínimo cada.
Ao apresentar o balanço da operação, o procurador do Ministério Público do Trabalho disse que esse crime aumentou durante a pandemia.
Do dia 4 de julho até esta quinta, quase 50 equipes de fiscalização resgataram 337 pessoas em condições semelhantes à escravidão, em vários pontos do país.
A maioria trabalhava em fazendas, no plantio e na colheita, e também na criação de animais para corte.Este ano, os investigadores encontraram situações piores do que no ano passado, quando resgataram 136 trabalhadores em todo o país.
"O trabalho escravo não é uma ficção, mas uma realidade que tem de ser banida dos nossos sistemas sociais", afirma Carlos Frederico Santos, subprocurador-geral da República.
(Informações e texto do Jornal Nacional)

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