Família denuncia estupro de criança dentro do Hecad; menina morreu
A informação foi divulgada com exclusividade pela TV Anhanguera, afiliada da Globo, na manhã desta quarta-feira (14).

Gesely de Fátima afirma que sua filha de apenas quatro anos, Emanuele, foi estuprada pelo técnico em segurança do trabalho Alef Santos da Silva, 30 anos, dentro do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) no dia 6 de maio. A informação foi divulgada com exclusividade pela TV Anhanguera, afiliada da Globo, na manhã desta quarta-feira (14).
O primeiro prontuário médico do Hecad aponta que a criança estava há 10 dias com dores abdominais, diarreia e vômitos, sem citar suspeita de abuso sexual. Ela foi levada da UPA para o hospital com suspeita de apendicite, fez exames e foi liberada com medicação. Em 5 de maio, ela retornou ao hospital com piora no quadro de saúde.
Emanuele foi levada para a sala vermelha, sedada e entubada. A equipe da unidade de saúde relata diurese (urina presente na fralda) e evacuação ausente, sem qualquer relato de lesão nos órgãos genitais. No dia 6 de maio, quando a menina já estava na UTI, a equipe de enfermagem relata queimaduras nas partes íntimas da menina.
"Sempre falei para eles [hospital] que aconteceu lá dentro, eles sempre negaram", diz a mãe.
A tia da menina, Luana Oliveira, que acompanhava a criança internada, conta que foi obrigada a sair do quarto por um homem e uma mulher que se diziam ser funcionários do hospital.
"Eles falaram que iam banhar ela. Entraram oito horas e saíram às 10 horas. Demorou muito. À noite, quando levaram ela para baixo, a assistente social chamou e me mostrou [a foto]", conta a tia. Ao ver a foto, a tia da menina reconheceu Alef.
O laudo da perícia aponta que Emanuele morreu de infecção generalizada, provocada por uma apendicite aguda, e explica que não é possível afirmar quando e nem como as lesões foram provocadas, podendo ter sido devido ao quadro infeccioso da criança.
A Polícia Civil segue investigando. O Hecad nega todas as acusações.

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