Faculdade do Professor Alcides, Unifan é acusada de furtar cadáveres
Inquérito é conduzido pelo delegado Lúcio Flávio Bernardes Melo e apura crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e subtração ou ocultação de cadáveres

A Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), localizada em Aparecida de Goiânia, está no centro de um escândalo envolvendo o suposto roubo de cadáveres para uso em seu laboratório de anatomia. As investigações, conduzidas pela Polícia Civil de Goiás desde 2017, mencionam o diretor-geral e proprietário da instituição, Professor Alcides Ribeiro Filho, que também é candidato à prefeitura da cidade pelo partido Liberal (PL).
O caso veio à tona após denúncias feitas por um ex-funcionário da Unifan, que trabalhou na instituição por oito anos e ocupou o cargo de diretor do curso de saúde. Em depoimento à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o denunciante afirmou que Professor Alcides teria confessado o roubo dos cadáveres. Além disso, revelou que peças anatômicas humanas estavam sendo comercializadas para atender à demanda do laboratório da faculdade.
Para tentar legalizar o material, os envolvidos teriam utilizado documentos falsificados, supostamente emitidos pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo. O denunciante, que atualmente vive escondido devido a ameaças, relatou que chegou a morar no Paraguai por dois anos por medo de ser morto.
Segundo sua família, ele era constantemente seguido e vigiado.
O inquérito nº 59/2017, conduzido pelo delegado Lúcio Flávio Bernardes Melo, busca apurar crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e subtração ou ocultação de cadáveres, crimes que teriam ocorrido dentro da Unifan. O denunciante, que tinha a função de obter corpos para estudos anatômicos por meio de um convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG), afirmou que a escassez de corpos levou a instituição a solicitar material ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, prática considerada inadequada.
Em um episódio descrito pelo denunciante, um táxi vindo de São Paulo teria chegado à Unifan com várias partes humanas, entregues num sábado pela manhã, sem registro nas câmeras de segurança. Os corpos, já preparados para estudos acadêmicos, levantaram suspeitas sobre sua origem.
Ao questionar os responsáveis, o denunciante teria sido ameaçado de morte caso não encerrasse o assunto. Em uma conversa posterior, Professor Alcides teria admitido o roubo dos cadáveres de uma faculdade em São Paulo.
Diante das ameaças, o denunciante optou por deixar o país por questões de segurança.
O caso continua sob investigação.
Trecho do documento que mostra abertura de inquérito:

*Com informações Jornal Opção

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais












