Ex de advogada que envenenou família fala pela primeira vez sobre morte de pai e avó
Leonardo Filho lamentou a morte do pai e da avó e disse nunca ter imaginado algo que justificasse a ação da mulher

O médico Leonardo Pereira Alves Filho, ex-namorado da advogada Amanda Partata, de 31 anos, apontada como autora do duplo homicídio do ex-sogro e da mãe dele, por envenenamento, conversou com a imprensa na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), na tarde desta terça-feira (26), pela primeira vez. Ele, a irmã, Maria Paula e a mãe, Eliane, prestaram depoimento ao delegado Carlos Alfama. As oitivas começaram às 10h e terminam às 14h.
Leonardo Filho lamentou a morte do pai e da avó e disse nunca ter imaginado algo que justificasse a ação da mulher. “A gente veio aqui hoje para colaborar com a investigação. Tem sido tudo muito rápido, muita surpresa negativa pra gente. A gente nunca imaginava qualquer coisa que justificasse tamanha brutalidade. E a gente tá vivendo nosso luto. Tem sido muito difícil”, desabafou o médico.
Amanda Partata é acusada de matar, por envenenamento, o pai do médico, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a avó, Luzia Teresa Alves, de 86 anos. Os crimes ocorreram após um café da manhã servido na manhã de domingo (17). Ela foi presa temporariamente na noite de quarta (20) e passou pela audiência na quinta (21). À polícia e durante a chegada na delegacia, Amanda negou a autoria do crime.
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Testes com pesticidas
A Polícia Técnico Científica (PTC) descartou o uso de mais de 300 tipos de pesticidas no envenenamento que resultou na morte de mãe e filho em Goiânia. A informação foi confirmada nesta terça-feira (26) pelo perito criminal Olegário Augusto, que está à frente das investigações. No entanto, a polícia ainda acredita que as vítimas foram envenenadas pela Amanda. Novos exames devem esclarecer que tipo de substância ela pode ter usado.
A motivação do crime seria o fim do relacionamento com Leonardo Filho, neto e filho das vítimas. Ela chegou a dizer que estava grávida para continuar frequentando a casa da família, mas exames comprovaram que ela na verdade não está em gestação. Segundo a PTC, os pesticidas são moléculas maiores e são mais fáceis de serem detectadas. Como a hipótese foi descartada, a investigação segue com a suspeita de que outras substâncias podem ter sido usadas.
Até o carbamato, conhecido como ‘chumbinho’, também foi descartado. O delegado Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), informou que mesmo sem a prova técnica, os elementos colhidos até o momento são suficientes para indicar a autoria do crime.

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