Ex-assessora teria bebido veneno de rato dentro de banheiro da Câmara e fugido de UPA
Identificada como Vanusa Amorim Oliveira, ela foi socorrida em estado grave por equipes de saúde e segurança da própria Câmara.

A mulher de 41 anos que protagonizou um episódio dramático na Câmara Municipal de Anápolis, na manhã desta sexta-feira (5), fugiu da UPA onde estava internada após ser informada que precisaria permanecer internada em observação. Segundo relatório interno da unidade, a paciente “evadiu da unidade burlando o esquema de segurança”, deixando o local sem autorização.
A fuga ocorreu poucas horas depois de ela ter sido resgatada pelo Samu dentro do prédio do Legislativo, onde — segundo testemunhas — ingeriu veneno de rato em um dos banheiros. Identificada como Vanusa Amorim Oliveira, ela foi socorrida em estado grave por equipes de saúde e segurança da própria Câmara antes de ser encaminhada para atendimento médico emergencial.
No momento da admissão na UPA da Vila Esperança, Vanusa teria demonstrado compreensão de que seria internada devido à ameaça de autoextermínio feita dentro do gabinete de uma vereadora, além de, segundo o relatório, apresentar “desejos de vingança contra a vereadora Seliane”.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informação oficial sobre o paradeiro da paciente.
Crise envolvendo vereadora
O episódio desta sexta-feira amplia uma crise que já se desenrolava havia dias entre Vanusa e a vereadora Seliane da SOS (MDB). No dia 26 do mês passado, a mulher registrou um boletim de ocorrência no qual afirma ter sido pressionada financeiramente pela parlamentar, para quem havia trabalhado como assessora.
No registro policial, Vanusa relatou que a vereadora teria exigido que ela comprasse vários bens — entre eles uma máquina de lavar, um sofá, dois micro-ondas e duas bicicletas para sorteio — além de solicitar uma transferência via Pix no valor de R$ 13 mil. Diante da recusa, ela diz ter passado a sofrer ameaças de exoneração e ataques pessoais.
A denunciante anexou ao boletim comprovantes de depósitos feitos para a conta da vereadora e de um outro servidor. Ela ainda afirmou que um assessor do gabinete chegou a repassar-lhe cerca de R$ 3,8 mil, valor cuja finalidade não foi esclarecida.
A versão de Seliane da SOS
Em nota oficial enviada à imprensa, a vereadora Seliane da SOS apresentou um relato completamente distinto. Ela afirma que vem enfrentando “uma situação delicada envolvendo uma ex-assessora”, que teria adotado comportamentos inadequados, incluindo o envio de mensagens durante a madrugada, perseguição em locais públicos, aproximações indevidas em sua residência, denúncias falsas e um boletim de ocorrência “infundado”.
Seliane também confirma que a ex-assessora esteve na Câmara nesta sexta-feira e ameaçou tirar a própria vida, sendo prontamente socorrida. A parlamentar diz que o caso deve ser tratado com seriedade, enfatizando a importância de cuidados com a saúde mental.
Investigação e tensão no Legislativo
A Polícia Civil investiga as denúncias apresentadas por Vanusa e, simultaneamente, analisa os relatos apresentados pela vereadora. O caso expõe uma trama complexa, que envolve acusações de crime, disputas políticas e uma severa crise emocional.
A Câmara Municipal informou que comunicou oficialmente todos os incidentes às autoridades competentes. O estado de saúde de Vanusa após a fuga da UPA, bem como seu paradeiro, seguem desconhecidos.

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