Estudantes "pesquisadores" da UFG entram em greve após após corte de bolsas
Ao todo, mais de 200 mil estudantes pesquisadores não receberão o pagamento do auxílio por meio do Capes, que solicita que os bolsistas não tenham nenhum vínculo trabalhista e esta renda é a única de muitos estudantes

Os alunos de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG) entraram em greve na última quarta-feira (7), devido à suspensão do pagamento das bolsas custeadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esse cenário é resultado dos cortes orçamentários feitos pelo Ministério da Educação (MEC). Ao todo, mais de 200 mil alunos bolsistas de mestrado, doutorado, residência e iniciação científica, não receberão o nbenefício no mês de dezembro.
A mobilização acontece em efeito ao comunicado na noite da última terça-feira (6), quando a Capes, que é vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulgou uma nota informando que não terá dinheiro para pagar mais de 200 mil bolsas de alunos da pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado). O motivo é o decreto do governo federal que congelou recursos financeiros da pasta. A decisão já vale para este mês de dezembro e na UFG atinge cerca de 1.500 bolsistas.
“A gente entende os limites da Universidade, a gente entende que as bolsas vêm da Capes e que a UFG fica de mãos atadas em determinados momentos, mas estamos aqui para dizer o que queremos da Instituição neste momento”, explicou o presidente da APG, Leo Alves
Os estudantes reivindicam contra a suspensão das bolsas porque o CAPES solicita que os bolsistas não podem ter nenhum vínculo trabalhista e o pagamento da bolsa só é realizado para àqueles que têm “dedicação exclusiva” para o curso. Para muitos, a bolsa estudantil é a única fonte de renda.
Com a crise, os estudantes pesquisadores se mobilizaram em frente ao Câmpus da universidade nessa quinta-feira (08). Além dos alunos, professores e técnicos-administrativos também participaram dos protestos.
Conforme a vice-presidente da Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal de Goiás (APG-UFG), Lara Damiani, a bolsa que é o salário dos estudantes pesquisadores, não tem nenhuma previsão de quando voltará a ser paga e a greve continuará por tempo indeterminado.
“É um cenário de insegurança. A APG indicou que a gente faça uma greve até que a gente volte a receber”, ressalta Lara.

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