Estudante que teve corpo queimado é diagnosticada com tromboembolismo pulmonar
Annelise Lopes, que teve 60% do corpo queimado durante um experimento na escola, teve novo diagnostico “preocupante”.

Annelise Lopes Andrade, 16 anos, internada há quase um mês após ter 60% do corpo queimado em explosão durante experimento no colégio, em Anápolis (55 km de Goiânia), passou mal na noite da última segunda-feira (27), passou por exames e a equipe médica diagnosticou tromboembolismo pulmonar.
A trombose pulmonar é a presença de um trombo (coágulo) nas artérias que levam sangue para o pulmão, deixando estes vasos entupidos, consequentemente, bloqueando o fluxo sanguíneo até o órgão,
Após a descoberta, a paciente passou a receber anticoagulantes. A mãe, Diolange Lopes Carneiro, contou que o quadro é preocupante, mas a filha se recupera bem e está respondendo ao tratamento. No entanto, ela não tem previsão de alta.
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Negligência
Nesta terça-feira (28), Diolange prestou depoimento à Polícia Civil para falar sobre o acidente. Segundo ela, houve negligência por parte da escola. A mãe contou que uma professora pediu aos alunos para que gravassem um experimento sobre "fogo invisível".
O grupo de quatro estudantes se reuniu em uma sala de aula do Colégio Estadual Professor Heli Alves Ferreira, no dia 30 de novembro, para fazer o experimento de química e física. "O colega levou etanol e permitiram que ele entrasse com o galão e que o grupo dela fizesse o experimento sozinho na sala, sem acompanhamento", contou Diolange.
Os alunos teriam usado uma quantidade maior do que o necessário, o que ocasionou a explosão. Apenas Annelise foi atingida. Ela teve 60% do corpo queimado e foi internada em estado grave no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Na sexta-feira (24), a adolescente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A delegada Isabella Joy, responsável pelas investigações, explicou que o depoimento foi anexado ao inquérito. Como a titular está de férias, ela ainda não teve acesso ao relato, que foi registrado por um escrivão. Por isso, a investigadora não se manifestou sobre o caso.
Relembre o caso
Annelise estava no colégio com outros colegas de turma para gravar um experimento de física e química. Segundo o coordenador da escola, Marcos Gomes, os alunos estão em aulas remotas mas a coordenação liberou o acesso após o grupo pedir para gravar o experimento na unidade.
Os alunos, no entanto, não teriam avisado que o experimento faria uso de álcool e fogo. O funcionário confirmou que os estudantes não tiveram acompanhamento de professor ou outro responsável.
Em determinado momento, os estudantes, achando que o experimento não estava dando certo, adicionaram mais álcool. Neste momento, ocorreu a explosão que atingiu a adolescente.
Ela foi resgatada por bombeiros e levada para o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). Diante da gravidade do caso, teve de ser transferida para o Hugol, onde permanece internada.

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