Escolas de Goiânia e Aparecida com surto de "gripe"; morte de estudantes em investigação
As duas mortes investigadas ocorreram neste mês: uma adolescente de 12 anos em uma escola da capital no dia 13, e um menino de 5 anos em Aparecida de Goiânia no dia 15.

Três escolas em Goiás, duas localizadas na Capital e uma em Aparecida, estão enfrentando surto de gripe H1N1, com casos confirmados e duas mortes sob investigação pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). O secretário de saúde, Rasivel dos Reis Santos Júnior, confirmou o surto nos dois municípios e anunciou medidas para conter a disseminação da doença.
"Estamos iniciando uma campanha para que as escolas informem a vigilância sempre que houver mais de três casos, permitindo que possamos acompanhar e afastar crianças e professores com sintomas gripais", declarou Rasivel dos Reis.
As duas mortes investigadas ocorreram neste mês: uma adolescente de 12 anos em uma escola da capital no dia 13, e um menino de 5 anos em Aparecida de Goiânia no dia 15.
"Esses dois óbitos estão sob investigação, com uma comissão dedicada a esse propósito", acrescentou o secretário.
Apesar de a gripe H1N1 ser uma doença comum para esta época do ano, Rasivel destacou que a vacinação é uma medida preventiva eficaz.
"Não faltam vacinas na rede estadual e municipal. Temos doses suficientes distribuídas, mas a cobertura vacinal continua baixa entre crianças, gestantes, puérperas e idosos", alertou.
A superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, expressou preocupação com o surto em um grupo prioritário para a imunização.
"É preocupante, considerando que estamos lidando com uma doença para a qual há vacina disponível", afirmou Flúvia.
Ela lamentou que as mortes e casos suspeitos envolvam crianças e adolescentes, que são o foco principal das campanhas de vacinação.
"Temos cerca de 500 mil doses disponíveis, mas a adesão dos grupos prioritários foi baixa", destacou.
Flúvia Amorim mencionou que uma nova nota técnica será divulgada para esclarecer a população sobre prevenção e cuidados em relação a epidemias.
"O objetivo é orientar profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico, tratamento adequado e vacinação, além de informar escolas e creches", explicou.
O documento também alertará os cidadãos sobre cuidados básicos, como a higienização das mãos. Em casos de sintomas gripais, será recomendado o uso de máscaras e a busca por atendimento médico. Embora o uso de máscaras não seja obrigatório neste momento, Flúvia sugeriu precaução:
"Se alguém começar a apresentar sintomas no trabalho ou escola, deve usar máscara e procurar um serviço de saúde", concluiu.

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