Erros, nervosismo, esquecimento e até realização de sonho no 1º dia de provas em Goiás
Estudantes relataram problemas que fizeram perder a prova. Ainda um gari que declarou estar realizando um sonho ao ver o filho “no caminho certo”.

O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 aconteceu nesse domingo em todo Brasil. Em Goiás cerca de 130 mil estudantes de inscreveram para participar da avaliação, que foi aplicada em 57 cidades do estado, onde os portões dos locais de prova abriram às 12h e fecharam às 13h, com 6 horas de duração.
Nesse domingo as avaliações foram de Primeiro dia de provas será de linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias.
Em relação à última edição, teve taxa de abstenção de 38%. Mas além dos estudantes que desistiram da prova este ano, tiveram aqueles que estavam inscritos, chegaram ao local do exame, mas por “algum motivo inusitado” foram impedidos de fazer a prova.
Há ainda casos de superação, famílias humildes que acompanharam os filhos até o local da prova dando apoio incondicional ao candidato, que vê na educação a oportunidade de mudar de vida, realizar sonhos próprios e dos pais.
Local de prova errado
A estudante Kamilly Bernardes Santana, 18 anos, do município de Rio Verde (km da Capital), cursando o 3º ano do Ensino Médio, perdeu a prova porquê o sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) selecionou a jovem para fazer a prova no município de Goiás, que fica a 300 km de onde mora.
Kamilly relata que preencheu o cadastro corretamente e descobriu o erro na segunda-feira (15), quando foi conferir seu local de prova. Desde então tentou contato com o Inep para corrigir a informação, mas não teve resposta e “perdeu o ano”.
Esqueceu documento de identificação
Em Goiânia, o estudante Ronny Gabriel Sousa, 17 anos, chegou no horário e local corretos, mas quando estava a caminho da sala se deu conta que estava sem documento de identificação e faltava minutos para os portões fecharem para o início da prova.
O estudante, que pretende fazer o curso de Educação Física, ainda esperançoso, chegou à porta da sala, relatou o fato à coordenadora e perguntou se poderia apresentar a identidade digital, mas o documento foi recusado e o adolescente impedido de fazer a prova.
“Era a oportunidade para eu entrar na faculdade. Estou me sentindo frustrado porque eu queria tanto fazer essa prova. Estou decepcionado comigo mesmo”, lamentou
Alarme do celular tocou
Também na Capital, um estudante de 16 anos, que não quis se identificar, realizava a prova do Enem quando o alarme do celular tocou na sala e ele foi desclassificado.
O adolescente, que cursa o 1º ano do Ensino Médio, relatou que já sabia que mesmo se passasse não ia valer, mas que se inscreveu para ter experiência na avaliação e chegar mais preparado quando chegar a vez “pra valer”, no 3º ano.
“Já sabia que não ia valer, estava fazendo para treinar, mas queria ver o meu desempenho. Estou decepcionado e chateado”, lamenta.
Realizando sonho
O gari Messias Rodrigues, 48 anos, acompanhou o filho Rodrigo Matheus Marçal Silva, 17 anos, até o local de provas do adolescente no Setor Universitário, em Goiânia. Os dois saíram às 11h de casa, já que moram no Residencial Forteville, do outro lado da cidade.
Messias falou que é “um sonho” ver o filho no caminho certo garantindo um futuro digno fazendo aquilo que escolher para a vida dele de forma honesta.
“É o sonho de todo pai ver o filho no caminho certo, com um futuro digno. Estar aqui hoje é o começo da realização de um sonho”, afirmou Messias.

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