Equatorial Goiás é a pior distribuidora de energia do Brasil
O estudo revela que, em média, os goianos enfrentaram 21,96 horas de interrupções no fornecimento de energia elétrica, com 10,94 cortes, em 2023

Equatorial Goiás teve o pior desempenho entre as 29 concessionárias de energia do país, aponta levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O estudo revela que, em média, os goianos enfrentaram 21,96 horas de interrupções no fornecimento de energia elétrica, com 10,94 cortes, em 2023. Em contraste, a média nacional foi de 10,4 horas sem eletricidade, com cinco interrupções no mesmo período.
O levantamento da Aneel considera o dado médio, dividindo o tempo total e o número de eventos de interrupções pelo total de consumidores. Em 2022, o brasileiro ficou, em média, 11,2 horas sem energia, com 5,47 cortes de fornecimento.
Houve uma melhora na qualidade do serviço entre 2022 e 2023, com uma redução tanto no tempo médio quanto na frequência das quedas de energia, segundo a agência.
Apesar da diminuição geral no tempo sem eletricidade, as distribuidoras com altos níveis de interrupção pagaram mais compensações à Aneel em 2023. As concessionárias desembolsaram R$ 1,08 bilhão em compensações, um aumento significativo em relação aos R$ 765 milhões de 2022.
As compensações são realizadas por meio de descontos nas contas de luz dos consumidores. De acordo com a Aneel, o aumento nos valores pagos é resultado do aperfeiçoamento das regras de compensação, visando beneficiar mais os consumidores com “piores níveis de continuidade”.
Além disso, a Aneel divulgou o ranking de avaliação das grandes distribuidoras de energia. As empresas são avaliadas com base no tempo médio que cada unidade consumidora ficou sem energia e no número médio de interrupções. Cada distribuidora tem uma meta definida pela agência reguladora, que verifica o cumprimento dos critérios estabelecidos.
Apenas distribuidoras com mais de 400 mil consumidores entram na avaliação. Em 2023, a CPFL Santa Cruz, que opera no interior de São Paulo, foi a companhia mais bem avaliada.
O que diz a Equatorial
O Grupo Equatorial Energia trabalha constantemente para elevar os padrões de qualidade no fornecimento de suas concessões, com melhoria de processos e investimentos em confiabilidade da rede de distribuição e tecnologia.
O modelo de gestão diferenciado da Equatorial vem sendo aplicado com sucesso nos estados onde está presente, implementando sua experiência na recuperação de ativos e no avanço da qualidade dos serviços.
No caso da Equatorial Goiás, logo no início da operação, em dezembro de 2022, a companhia anunciou a reconstrução do sistema elétrico do estado e apresentou um plano de ações e investimentos, com foco na melhoria de distribuição de energia, no desenvolvimento do estado e no atendimento à demanda reprimida. Tudo isso diante da realidade de uma rede defasada, majoritariamente monofásica e 40% dos transformadores sobrecarregados, cenário agravado pela maior onda de calor dos últimos 120 anos.
Para robustecer o sistema elétrico de Goiás foram investidos R$ 1,8 bilhão na área de concessão somente de janeiro a setembro de 2023. A companhia entregou quatro novas subestações, modernizou e ampliou 161 unidades; construiu cinco novas linhas de distribuição de alta tensão, além da recapacitação (reforma) de outras quatro. Para 2024, está entre os principais objetivos da Equatorial aumentar em 36% as manutenções preventivas em todo o estado. Também estão previstas novas obras, com destaque para a nova subestação JK-Jataí e Pirenópolis, além da ampliação e modernização de outras 97 subestações. Todo esse trabalho pode ser acompanhado em tempo real no site do Trabalhômetro: https://trabalhometro-equatorialgo.com.br/.
Com relação à CEEE Equatorial, o Grupo Equatorial Energia tem o compromisso de melhorar continuamente os serviços prestados aos 72 municípios ou 1,8 milhão de clientes da companhia. Desde a entrada na concessão, em 2021, já foram aplicados pela CEEE Equatorial R$ 1,7 bilhão em modernizações, ampliações e construções de novas estruturas do sistema elétrico. Essas ações demandam um tempo para produzir os resultados, e a expectativa é de melhoria nos indicadores nos próximos anos. Vale destacar que, desde o ano passado, o Rio Grande do Sul vem enfrentando uma série de eventos climáticos extremos, que danificaram a rede elétrica e impactaram diretamente o fornecimento de energia em toda área de concessão, além do andamento do cronograma de obras na região. Em setembro de 2023, especificamente, o estado enfrentou chuvas acima da média e cheias históricas, inclusive em Porto Alegre, que teve o mês mais chuvoso desde que é feita a medição pluvial na capital gaúcha, em 1916.
Ainda assim, em relação ao ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para distribuidoras acima de 400 mil clientes, a própria Agência Reguladora destacou que a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou no ano passado em comparação com o ano de 2022, conforme apontam os indicadores DEC e FEC apurados pela Aneel, reiterando a busca para que as distribuidoras ofereçam sempre serviço de melhor qualidade para os consumidores.
Por fim, a Equatorial Energia acredita que, a experiência do Grupo na melhoria dos seus resultados de desempenho nas outras concessões, a exemplo da Equatorial Pará que, já ocupou a última posição nesse mesmo ranking e, hoje, conquistou o segundo lugar entre as melhores distribuidoras de grande porte no Brasil, fará com que a Equatorial Goiás e CEEE Equatorial, concessões recém-adquiridas, também apresentem resultados positivos nos próximos anos.

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