Enfermeira que denunciou agressão de Magno Malta é afastada
Profissional diz ter sido agredida durante exame; senador nega tudo e fala em acusação falsa enquanto entidades cobram investigação rigorosa

A técnica de enfermagem que denunciou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante um exame em um hospital particular de Brasília, na última quinta-feira (30), foi afastada do trabalho por recomendação médica. O caso, confirmado pelo Hospital DF Star nesta terça-feira (05), ganhou repercussão e provocou reações de sindicatos da área da saúde, enquanto o parlamentar nega as acusações.
A confusão começou na quinta-feira (30), quando a profissional relatou ter sido vítima de agressões durante um atendimento ao senador. O episódio rapidamente ganhou repercussão nos bastidores da saúde e nas redes sociais.
No dia seguinte, ainda sob impacto do ocorrido, o Sindicato dos Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF) adotou um tom cauteloso. A entidade afirmou que aguardaria a apuração oficial antes de tirar conclusões, mas deixou claro que, se confirmadas as denúncias, qualquer tipo de agressão contra trabalhadores da saúde será repudiado.
Enquanto o caso avançava, o hospital onde tudo aconteceu confirmou, nesta terça-feira (05), que a técnica foi afastada das funções por orientação de seu médico particular. A unidade também informou que está colaborando com as autoridades e tomando todas as providências necessárias para esclarecer o episódio.
A pressão aumentou na segunda-feira (04), quando o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF), por meio do seu setorial de mulheres, subiu o tom. Em nota, a entidade classificou a situação como “ultrajante” e criticou o que chamou de tentativa de descredibilizar a profissional.
Segundo o sindicato, além de relatar agressões verbais e físicas, a técnica ainda estaria enfrentando uma campanha difamatória que coloca em dúvida sua versão dos fatos. A entidade cobrou que o caso seja tratado com seriedade e que as denúncias sejam investigadas com transparência.
O SindEnfermeiro-DF também reforçou a necessidade de atuação das autoridades, incluindo órgãos de segurança pública e o Judiciário, para garantir que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas.
Em meio à repercussão crescente, o senador Magno Malta se manifestou publicamente. Ainda internado, ele gravou um vídeo para as redes sociais negando qualquer tipo de agressão.
Na gravação, o parlamentar afirmou que jamais encostou a mão em ninguém e classificou a denúncia como “falsa comunicação de crime”, tentando rebater as acusações que ganharam força nos últimos dias.
Agora, o caso segue sob investigação, cercado de versões opostas, pressão de entidades de classe e expectativa por esclarecimentos oficiais que possam definir o que, de fato, aconteceu dentro da sala de atendimento.

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