Empresário sequestrado a mando de assessor da Alego: "Queriam me pegar antes e eu estaria morto"; veja vídeo
Ainda abalado pela experiência, o homem compartilhou seu testemunho destacando a violência e o engano que caracterizaram o crime.

Detalhes do sequestro chocante do empresário paulista, orquestrado pelo ex-assessor da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), José Alencar Linhares de Oliveira foram relatados pela própria vítima. Ainda abalado pela experiência, o homem compartilhou seu testemunho destacando a violência e o engano que caracterizaram o crime.
Tudo começou no final de junho, quando o empresário aceitou um convite de Alencar para ir a Goiânia.
"Ele falou que havia um negócio lucrativo no mercado financeiro esperando por mim," contou a vítima. Alencar estava no aeroporto para recepcioná-lo e o acompanhou até um hotel, sob a promessa de uma reunião iminente com potenciais clientes.
Entretanto, após dois dias de espera e sem sinal de Alencar, o empresário começou a suspeitar.
"Ele insistia para que eu saísse à noite. Quando mencionou uma festa junina da Alego, percebi que algo estava errado," explicou. Recusando-se a participar, ele optou por permanecer no hotel.
A situação se desenrolou rapidamente quando Alencar enviou um áudio, informando que um assessor o buscaria. As câmeras capturaram o momento em que um homem de blazer preto chegou, alegando ter sido enviado por Alencar. Assim que o empresário embarcou, um terceiro criminoso emergiu do porta-malas, armado, coagindo a vítima com violência.
O empresário relembra: "Eles me atingiam nas costelas e na cabeça. Foi aterrorizante. Exigiram um PIX de R$ 6.800,00." Ele foi levado até a GO-020, onde outro comparsa se juntou ao grupo, e foram em direção a Piracanjuba.
"Estava claro que era um sequestro relâmpago."
Durante o trajeto, os sequestradores avistaram uma viatura policial e, em pânico, tomaram uma estrada de terra. Com o carro em movimento, empurraram o empresário para fora. Apesar dos ferimentos, ele conseguiu buscar ajuda e informar a polícia, que rastreou e confrontou os criminosos perto de Catalão. Dois sequestradores morreram no conflito; o terceiro está foragido.
A Captura de Alencar
Alencar foi identificado através de uma postagem nas redes sociais. Ele pretendia retornar ao Brasil, mas foi interceptado e preso. Alegou que a ação visava saldar uma dívida milionária da vítima, oriunda de negócios fraudulentos envolvendo bitcoins. A polícia ainda investiga a amplitude do crime.
A vítima procura entender as motivações e se havia mais envolvidos:
"Ele agiu sozinho? De onde veio essa ideia? Ou é tudo muito maior?" Até o momento, a defesa de Alencar não se pronunciou sobre as acusações. As investigações continuam para desmantelar a trama por trás do sequestro.

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