Empresária goiana é confundida com "motorista bêbada" e termina algemada e presa na frente dos filhos
A prisão aconteceu no dia 13 de junho, quando Alline Fernandes Dutra e a família estavam a caminho da Itália, foi abordada pelos policiais no Aeroporto de Londres e tentou explicar que não sabia dirigir e nem tinha carteira de motorista

Empresária goiana, Alline Fernandes Dutra, 36 anos, denunciou que foi algemada e presa por engano na frente dos filhos e do marido no aeroporto de Londres. Alline explicou que foi confundida com uma mulher de nome parecido que dirigiu bêbada e não compareceu à corte.
A prisão aconteceu no dia 13 de junho, quando Alline e a família estavam a caminho da Itália. Ao despachar as malas, três policiais abordaram a goiana perguntando se ela era a “Alinne Fernandes”. A brasileira respondeu que se chama “Alline Fernandes Dutra”.
O nome das duas se diferencia no último sobrenome e na grafia, um tem dois “L’s” e o outro tem dois “N’s”.
No momento da prisão, Alline estava com o marido Joel Winston Petrie, cidadão inglês, e seus dois filhos de 3 e 1 ano, nascidos em Londres. Durante a abordagem, os policiais explicaram que o crime de “Alinne Fernandes” aconteceu em 16 de janeiro de 2022.
Alinne explica que no momento argumentou que não sabia dirigir, não tem carteira de motorista, e não estava nas redondezas onde a outra pessoa foi presa, mas a polícia se recusava a mostrar os dados que eles anotaram da suspeita presa em 2022, como data de nascimento, endereço, qual carro ela estava dirigindo ou onde ela foi presa.
Segundo a empresária, até a foto tirada durante a prisão da verdadeira acusada, chamada de mugshot, era diferente dela.
Após alguns minutos de conversa, a goiana foi algemada na frente dos filhos. Alline contou que se machucou durante a prisão, mostrando o pé inchado e marcas nos punhos.
A brasileira foi levada algemada no camburão até uma cela e suas digitais foram colhidas. Alline disse que foi informada que se a impressão digital ficasse vermelha, indicaria que ela não era a pessoa que cometeu o crime em 2022.
“Após a minha impressão digital ter voltado vermelha, eles ainda me mantiveram presa e não me explicaram mais nada”, pontuou.
Alline ficou presa das 11h do dia 13/06 às 17h do dia seguinte, quando foi à corte passar por uma audiência. Durante o julgamento, a foto da suspeita do crime não estava no processo, informações da incompatibilidade das digitais foram omitidas e o nome da brasileira foi adicionado ao documento da prisão da verdadeira culpada, segundo Alline.
Ela explica que, após verem o vídeo da ‘Alinne Fernandes' sendo presa em 2022, eles confirmaram que a acusada e a goiana não eram a mesma pessoa e por isso ela foi solta em liberdade condicional com data marcada para retornar.
“Eu e minha família retornamos à corte no dia 28 para mais uma audiência, e para a minha defesa esclarecer de uma vez por todas o erro que a polícia britânica cometeu ao me prender indevidamente”, explicou.
Agora, a goiana deve andar com um documento que comprova sua inocência, em caso de abordagem policial, até que a verdadeira acusada do crime seja presa.
Alline nasceu em Goiânia, mora no Reino Unido há 15 anos, e tem dupla nacionalidade, a brasileira e a italiana, por conta do avô.
“Sou mãe de 2 filhos pequenos, trabalho honestamente no Reino Unido. E o que está acontecendo não pode ficar por isso mesmo. Fui tratada como uma criminosa o tempo todo, mesmo que claramente não tinham certeza se eu era a pessoa certa”, desabafou Alline.

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