Empresa tenta coagir prefeitura para conseguir licenças para porto seco
A Aurora da Amazônia, que foi alvo recente da Polícia Federal, teve autorização de funcionamento negada ainda na gestão passada por irregularidades no uso de solo e crimes ambientais

A Aurora da Amazônia, que disputa judicialmente permissão para operar o Porto Seco de Anápolis, está fazendo pressão em servidores da prefeitura de Anápolis para tentar obter licenças de funcionamento para suas instalações. A obra avançou mesmo com embargos, após constatados por técnicos do município possíveis crimes ambientais, e sem autorização do Estado para modificação de rodovia pública.
Agentes contratados pela Aurora têm procurado servidores da prefeitura de forma ostensiva e acompanhados de seguranças armados. Paralelo a isto, têm procurado veículos de comunicação da cidade para dizer que a atual gestão municipal cria dificuldades para resolver seus problemas, embora os embargos tenham sido feitos por órgãos técnicos ainda na gestão passada, do prefeito Roberto Naves.
Além do potencial crime ambiental, o empreendimento não conta com autorização da Codego para uso do terreno no Daia, o que pode configurar invasão de área pública. A Aurora ainda responde por representação criminal por suposta falsidade ideológica ao usar documento falso para obter as licenças. Apresentaram no ano passado procuração em nome de uma pessoa que morreu em 2022, muito antes do projeto ter início.
A Aurora da Amazônia é conhecida por suas polêmicas onde opera. Ela foi alvo recentemente da Operação Daia, da Polícia Federal, que investigou a atuação de lobistas que a favoreciam no âmbito do DNIT, o que gerou também o afastamento de um diretor do órgão sob suspeita de receber propina da empresa para favorecê-la na aquisição de terreno em Anápolis.
A licitação do porto seco de Anápolis, operado há 25 anos pelo grupo Porto Seco Centro-Oeste, é alvo de uma disputa judicial a respeito do resultado do certame. Enquanto não há uma decisão final, a Justiça Federal determinou que os atuais permissionários continuem oferecendo o serviço, para que ele não seja descontinuado e não prejudique Goiás.

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